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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Aula de francês com refugiados em São Paulo



Contei no meu vídeo do youtube sobre as aulas de francês que estou fazendo e agora estou aproveitando para vir aqui para contar um pouco mais sobre a instituição onde estou estudando.

As aulas são no BibliASPA, que é um centro de pesquisa dos países da América do Sul, África e Árabes. Ele fica localizado próximo ao metrô Marechal Deodoro e, além de dar aulas de português e apoio para os refugiados que vêm para o Brasil, eles dão cursos de línguas para brasileiros com um valor bem mais em conta. 

Tem aulas de inglês, espanhol, francês e língua árabe e, como eles dão apoio aos refugiados, eles também precisam de doações e voluntários quando participam de eventos, por exemplo, então vale a pena entrar em contato com eles também para saber como ajudar.

O site é o: https://bibliaspa.org/ e eles têm página no facebook também para saber mais sobre o trabalho ou ficar por dentro das datas dos cursos.

E só falando mais um pouco sobre minha experiência lá:

Pelo menos na aula de francês com o professor marroquino Yougue, está sendo bem legal porque, como ele não fala muito português também, ele foca em falar tudo em francês só que devagar e aí, assim, a gente vai se adaptando com a língua. É puxado, a cabeça até dói no fim de cada aula, mas vale a pena. Às vezes ele fala um monte e eu só entendo uma ou outra palavra, mas não é que, por incrível que pareça, dá para captar a mensagem?

Acho que isso se dá muito pelo fato de tanto português quanto francês serem línguas latinas, então têm algumas semelhanças e, se por um lado isso ajuda, por outro atrapalha um pouco, porque rola uma confusão de como pronunciar as palavras (confundo com espanhol também).

Como falei no vídeo, estou focando mais em conversação mesmo e é bom isso de fazer com alguém nativo, porque ele dá várias dicas de pronúncia. Além disso, nas minhas aulas estou tendo um pouco de cultura árabe também, então aprendo sobre o Marrocos e, a partir das curiosidades que o professor conta do país dele, a gente aprende vocabulário também.

Legal, né?