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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

OMG! VIREI YOUTUBER!!! - Dicas de como criar o seu próprio canal no YouTube




Ok... Acho que dizer que virei youtuber é um pouco demais! Mas virei! Estou ainda bem longe de ser uma digital influencer e ter vários vídeos e seguidores e fãs e tudo mais, todo começo é difícil, né? 

Mas sim... Estou fazendo a minha estreia no Youtube e quero ver todos vocês seguindo o meu canal e me ajudando a bombar nas redes sociais: quem sabe eu não fico RICAAAA!!! RICAAAAA!!!

Quem já conhece aqui o ki-comunica ou quem já me conhece mais ou menos sabe o quanto eu sou chata e exigente com a questão de geração de conteúdo e estética, só que, para realizar o sonho e atender aos pedidos do "meu público" que sempre me sugeria botar as caras q me aventurar com vídeos no Youtube, dessa vez resolvi fazer diferente e abaixar BEM o meu próprio nível de exigência!

Não tenho muito conhecimento técnico de edição de vídeo ou mesmo sobre o melhor tipo de luz, aliás, aqui em casa a luz é péssima e não tem nenhum cenário legal para gravar, sabe? Vira e mexe tenho um bad hair day e eu não sei todos os macetes para esconder olheiras. Ou seja: vai ser tudo bem na bagaceira mesmo, só para tirar o projeto do papel e ver como ele anda.

Para quem tiver curiosidade de saber como os vídeos estão sendo feitos e, quem sabe, se animar para fazer seu próprio canal também, vou deixar as dicas aqui. Não que a qualidade dos meus vídeos esteja valendo esse Ibope todo, mas vai que tem alguém ainda mais perdido que eu, né?

Adianto que estou fazendo praticamente tudo pelo celular! Preferi assim, para ficar tudo na minha mão, na hora que eu quiser mexer, bem mais fácil!!! Sim, a memória dele às vezes reclama (alôu... aceita-se memória externa de presente, viu?), mas para não desistir tem que ser tudo do jeito mais cômodo possível!


Gravação de vídeos
Celular Samsung J5

Gravo absolutamente tudo com o meu celular!
Coloco o bichinho em um tripézinho bem mequetrefe, empilhado em um monte de livro e pronto! Ou é isso ou eu gravo com o celular na mão.

Eu adoro esse celular! Ele tem uma qualidade de imagem muito boa e, como eu edito os vídeos nele também, é ótimo porque a tela é bem grande. 

Não, você não precisa de um iPhone para ter qualidade de imagem. E não, isso não é um jabá... Ainda!!! Mas se a Samsung quiser me presentear com o último Galaxy estamos aí! 


Vinheta de Abertura
Site Animoto
Criei a vinheta de abertura nesse site Animoto. Se vocês repararem, na vinheta tem a marca d'água do site, eu percebi sim, mas como queria algo simples e de graça, foi assim mesmo. Provavelmente na versão paga você não terá essa marca. 

A vinheta tive que fazer no computador mesmo, tratei algumas imagens no photoshop, inseri num layout que eles já tinham, peguei a trilha que eles já tinham e pronto!

O site do Animoto é esse aqui: https://animoto.com/ e, embora esteja em inglês, ele é bem fácil de entender.


Edição de vídeos
Aplicativo VideoShow

Como já falei lá em cima eu faço tudo no celular e descobri esse aplicativo fuçando no GooglePlay. Quem quiser baixar o link é esse aqui.

Achei ele muito fácil de usar e até que tem bastante recursos. O fato é que editar no celular é chato (editar de um modo geral não é minha atividade preferida), então tento ao máximo gravar tudo em uma tacada só! 

É BEEEEEEEEMMMM difícil, afinal eu falo o que vem na cabeça, não é um texto decorado, sabe? O que facilita é que, de tanto repetir, uma hora vai saindo mais fluído, mas, ainda assim, sempre precisa dar uns cortes.

Muitos vídeos que vou lançar são snapsaves também, isso é, vídeos salvos direto do SnapChat, mas aí eu incluo (no VideoShow) vinheta e foto de capa. 

Um dia caí na besteira de baixar vídeo por vídeo e depois foi impossível colocar na ordem, mas na época nem pensava em criar um canal e colocar aquelas coisas (o vídeo final virou esse aqui), mas o fato é que a dica, nesse caso, é pedir para o SnapChat salvar toda a sua história e depois você corta só o que não interessa. Os vídeos que forem #snapsaves eu vou sempre indicar com a hashtag, ok?!


Foto de Capa e Imagem final
Aplicativo Photo Grid

Também no celular, uso para criar as fotos de capa (com o nome do episódio) e as fotos que finalizam o vídeo um aplicativo que me acompanha faz tempo: o Photo Grid (para baixar clique aqui). Acho que ele é um dos mais famosos para montagens de fotos, né? Eu pego as imagens na internet, coloco um texto e ponto final. Bem simples e rápido, mas, pelo menos, tenho tentado seguir um padrão (não é tão bagunça assim, né?). 

Eu subo os vídeos no Youtube pelo celular mesmo, mas sempre subo privado para, depois, conseguir colocar a capa direitinho pelo computador: eu dou screenshot da tela com o nome do episódio e aí como a imagem personalizada como miniatura.

Quer dizer... É tudo bem simples, mas ainda assim bem trabalhoso, né? 
Por isso que eu digo que vocês têm que me dar valor!!!

Como falei no vídeo de estreia, eu vou voltar com o blog também. Vou aproveitar alguns temas dos vídeos para aprofundá-los por aqui... Acho que vai ficar legal: já tenho alguns vídeos e posts prontos e vou soltando aos pouquinhos para vocês!

Quero reforçar que estou fazendo tudo de uma maneira beeeeeeeem amadora e muuuuuuuuuuuuuuuito longe do jeito certo de fazer, mas foi a forma que encontrei de me motivar a criar um canal com zero investimento financeiro (ou quase zero, né? Afinal o celular foi caro custou caro... porque burrice sempre custa caro! Uma triste e longa história que eu conto para vocês depois).

E se alguém ainda não viu meu vídeo ou não se inscreveu no canal, por favor, não se faça de louco e clique bem aqui: youtube.com/karlaikeda.

Aqui do lado do blog tem também os ícones para que vocês possam me seguir em todas as minhas redes sociais e ficarem sabem tudo que eu apronto por aí! Sim, são muitos projetos e eu vou ter é que rebolar MUITO para dar conta de todos! Que Deus (e o meu público) me ajude!!!


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Quando o sonho se torna realidade...




... E você está até tonta sem acreditar em tanta felicidade ...

É eu sei... eu ando sumida do blog sim, mas juro, não é a famosa "preguiça", aliás, a razão é essa belezura que vocês veem na foto aqui em cima... 

Agora eu tenho um filho pra cuidar! Um filho que eu quero criar para o mundo e, para ele ganhar o mundo, eu sumi por uns tempos... Meu livro, meu sonho realizado, meu #ProfissãoFamoso.

Confesso que ainda não caiu direito a ficha, o que é bem estranho, visto que tenho trabalhado nele desde 2012... Há alguns meses, a Editora E-papers me mandou a prova final do livro e as coisas começaram a tomar forma... 

Fiz página no face e enchi de teaser, fiz cartão de visitas (pra mim e pro papai - que é história para outro dia), site e tudo está correndo tão rápido que nem tudo está saindo como eu imaginava! ESTÁ MELHOR!!!! MUITO melhor! As coisas se deram uma atropelada, mas eu estou feliz demais, pedi que os caminhos se abrissem e eles estão se arreganhando! OXALÁ!

Quinta rola uma palestra sobre o livro... Minha barriga está revirando de ansiedade, mas eu sei que vai dar tudo certo. Estamos negociando a noite de autógrafos também e... caramba!!! Quantos agradecimentos a fazer...

Passei rápido, apenas para dar uma satisfação do meu sumiço e fazer aqui uma promessa de que eu vou voltar SIM!

Tudo começou aqui nesse blog... Não quero e não vou abandoná-lo, mas tenham um pouquinho de paciência comigo e me acompanhem nas páginas do #ProfissãoFamoso por enquanto vai?

Ahh! E claro, comprem o livro... Vamos ajudar com o leitinho das crianças!!! 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

ki-Recomenda: Priscilla - Rainha do Deserto (O Musical)


Como todos já sabem da minha paixão por musicais e super produções, tentarei ser breve nesse texto. O melhor resumo poderia ser: "vale cada centavo do ingresso!", mas vou elaborar mais um pouco:

Já na entrada do teatro (Bradesco, no Shopping Bourbon Pompéia) um sapato plataforma gigante trabalho no brilho já te faz entrar no clima! Perua que sou, não preciso nem dizer que já fiquei toda animadinha, né? 

Ah.... só um parênteses! Falando em teatro, não conhecia o Teatro Bradesco e devo dizer também que ele é lindo! Um luxo só! Recomendadíssimo também!

Voltando à peça, para quem não sabe a história (mega famosa, foi foi inspirado em um filme de mesmo nome), fala de três drag queens que viagem pelo deserto à bordo de Priscilla (um ônibus que, na peça, é feito com zilhares - 30 mil, segundo o G1 - de leds e é maravilhoso). O objetivo da viagem é chegar até a cidade de Alice Springs, onde além de apresentarem seu show, Mitzi pretende conhecer seu filho (o fofíssimo Benji).

O espetáculo já começa em clima de discoteca com It's raining men e aí, galera, vou dizer que é bem difícil ficar parado durante toda a peça, viu? A trilha sonora (assim como no filme) é fodástica e extremamente dançante: tem Madonna, Cindy Lauper e todas as divas gays!

Além desse clima balada anos 90, a peça é engraçadíssima e os atores mandam muito: na voz, na coreo e na interpretação. Impossível não se matar de rir do trio (SÉRIO! Às vezes a piada já tinha passado e eu ainda estava rindo sozinha - e não sou a única retardada, ok? Em alguns momentos percebi outras pessoas fazendo o mesmo)  

A produção também é genial. Cai serpentina na galera da plateia e em um momento rola até uma interação com o público... Os figurinos são maravilhosos, bem como o cenário e a montagem (estava no camarote e, lá de cima, fiquei só reparando nos detalhes)! Mas nada supera Priscilla!!! Sem palavras para definir!

Chorona que sou, como a peça trata do reencontro de pai e filho (e também levanta uma bandeira contra a discriminação homossexual), claro que derramei umas lágrimas por lá... Ou seja, do jeito que eu amo: risadas infinitas, músicas conhecidíssimas e dançantes para ninguém ficar parado (eu dançei frenética sentadinha no meu lugar, confesso!) e ainda aquela emoção, aquele apertinho no coração... Perfeito!

Se eu pudesse te dar só um conselho eu diria: use filtro solar corra para o teatro, pois são as últimas semanas!!!

Para saber mais acessem www.musicalpriscilla.com.br e vejam algumas cenas só para dar água na boca:




Obs.: Minha única ressalva é pelo fato de as músicas serem na versão original, o que por um lado é ótimo, mas, por outro, me fez pensar no pessoal que não entende inglês e que, talvez, possa não ter pego o sentido da canção naquele momento (não que não dê para entender o contexto como um todo, longe disso, mas digamos que a música daria um clima a mais)... Mas foi sem dúvidas uma das melhores peças que já vi na vida! Recomendo nível extremo!

Obs.2: Fala da peça que guardarei para a vida (e usarei sempre que alguém me irritar): "Por que você não acende um fósforo no seu OB e explode essa xoxota? Só assim para você ter fogo" ........ VIIIIXEEEE! E com essa me despeço!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

SAMBA x PAGODE... Eis a Questão!

Estava fuçando uns e-mails antigos e desenterrei esse, que era um texto para ser enviado para o blog BiS da MTV... Tão antigo (2009/2010 acho), mas tão atual que resolvi postá-lo aqui. O que acham?

Já comentei aqui que tenho uns amigos de odeiam pagode, né? Então, foi discutindo com uma amigooooona que me veio a inspiração para esse post! Irei contextualizar:

- Vamos pro pagode, galera?
- Nem morta, Káká... Fui em um enganada no sábado... me falaram que era samba e era um pagode horrível!
- O grupo que tava tocando que era ruim, vou num legal, juro!
- Não tem pagode bom...
- Você tá sendo preconceituosa... Que feio!

Daí, no dia do fatídico pagode, nossa outra amiga foi me buscar em casa e falou que precisava passar na casa dessa com quem discuti porque ela ia também! Fiquei tipo o caminho todo perguntando "Mas ela vai mesmo?! Mentira! Você tem certeza?!" ... Sim, ela tinha certeza e quando a menina entrou no carro começou uma nova discussão:

- Vou beber todas pra aguentar esse pagode viu!
- Para! Você vai gostar!!!!
- Pô! Adoro samba, mas pagode não dá!!!
- ........ (pensando) Tá... mas qual a diferença?
- Ah! Sei lá, pra mim tem um monte de gente em cima do palco é pagode!
- .............................

Desculpem minha ignorância, mas, para mim, samba e pagode é tudo igual (aiii vão chover comentários me xingando)!!! Pra mim é tudo é batucada e "A batucada, a batucada te pegou, meu amor! Firma na palma da mão!!!".

Esses dias li na internet: "Por que o ExaltaSAMBA toca pagode e o Zeca PAGODINHO toca samba?" ... Mas... Quem disse?
Na teoria da minha amiga, o Demônios da Garoa seria pagode (são várias pessoas no palco! pensem!)... E, talvez, muita gente torcesse o nariz para eles, só porque seria pagode... mas torcer o nariz para eles seria meio ridículo, né? São os Demônios da Garoa, afinal!

Tenho impressão que a mídia elege umas pessoas e fala "Isso é samba! Isso é cult! Gostem disso!", normalmente é o pessoal mais velho: Zeca, Demônios, Fundo de Quintal. É aquele pessoal que tem história, que tá na batalha faz tempo, que já existia quando não existia preconceito com o samba. Os jovenzinhos são pagode, salvo exceções como o Dudu Nobre e o Diogo Nogueira, por exemplo, mas a biografia deles explica (Dudu é afilhado de Zeca, Diogo é filho de João Nogueira... E o comentário não foi maldoso não, viu fãs? Gosto dos dois - principalmente do Diogo gatinho pronto falei! - , mas é um fato isso que eu estou falando).

Acho que eles devem fazer isso com os grupos novos porque acham que vai ser só modinha, sabe? Tipo... Já já sai o vocalista para tentar carreira solo e o resto do grupo desanda ou eles se metem em escândalo e acaba o grupo, aquelas coisas que também já comentei na minha apresentação, que até faz sentido as pessoas comentarem, mas que não ter nada a ver super valorizar. Vai ver que, quando os pagodeiros de hoje forem velhinhos, eles virem sambistas e as pessoas parem de torcer o nariz!

Enfim... Eu não sei direito a diferença de samba e pagode... Eu juro que eu queria discursar mais sobre isso, mas não sei! Eu sou meio lesada para esses rótulo... Sei lá a diferença entre rock'n roll, hard core, emocore ou psy, trance, electro... Aliás, para mim, é simplesmente isso: rótulos!!! No final é tudo música!!!

Para mim tem samba/pagode bom e samba/pagode ruim... Aquela história do conjunto: presença de palco, repertório e blá blá blá! Abri essa discussão mesmo para expor minha opinião (ou minha não opinião) e deixar espaço para quem souber a diferença entre samba e pagode e afins vir aqui me explicar... Serei muito grata, inclusive!

Ahhhh!!! E deixa eu contar da tal da minha amiga!!! Bebeu demais mesmo, mas curtiu, viu? E digo mais!!! Cantou os pagodes, dançou e ATÉ xavecou os pagodeiros!

Pronto! Entreguei!!! E fuuuuuuuuui!!!!!

Vou em refugiar no Afeganistão pra não ser assassinada por uma amiga com vergonha de sua vida exposta na web! Mando textos de lá!

Nota 2012: Agora tá na moda colocar música popular (sertanejo, pagode, funk, forró e até technobrega) nas trilhas das novelas... As pessoas têm escutado com menos preconceito ou, talvez, esse preconceito esteja mais velado... Mas aposto que a ainda tem muita gente que pensa como essa minha amiga aí, que ainda é minha amiga. Que não me mandou pro Afeganistão quando eu disse que ia publicar o texto, mas que talvez ainda me mande, visto que, na verdade, na verdade mesmo, ele só está sendo publicado agora... Amiga, te amo!  

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Wish list - Bienal do Livro SP


Entre os dias 09 a 19 de agosto vai rolar a Bienal do Livro em São Paulo. Frequentadora assídua, de dois em dois anos vou ao Anhembi, fico enlouquecida querendo TUDO e volto falida!!!

Dessa vez resolvi me organizar e fazer minha wish list... Generosa que sou, vou compartilhá-la com vocês... Inspirem-se! E se quiserem me mandar alguns títulos de presente, estamos aí para isso!

1. O retorno do Jovem Príncipe





O retorno do Jovem Príncipe
Autor: A. G. Roemmers
Editora: Fontanar






Já estava na minha wish list de aniversário, mas como ainda não comprei entra novamente. Porque eu adoro O Pequeno Príncipe e o livro é inspirado nele e porque quero saber quais os "ensinamentos" do príncipe depois de grande!

2. A estrela mais brilhante do céu




A estrela mais brilhante do céu
Autor: Marian Keyes
Editora: Bertrand Brasil







Porque eu coleciono Marian Keyes (tenho todos) e simplesmente AMO! É literatura menininha sim, romance engraçadinho com uma pitadinha sexual e a abordagem de algum assunto um pouco mais polêmico, mas como já diria algum sertanejo: "tá afim de um romance compra um livro..."... É o que eu vou fazer!

3. A última carta de amor
  




A última carta de amor
Autor: Jojo Moyes
Editora: Intrinseca






Porque nessa vibe romântica, gosto de conhecer novos autores e, normalmente, essa literatura romântica estrangeira me inspira (quem vê até acha que eu sou romântica também). Esse lance de carta de amor me lembrou Ps Eu te Amo e eu me apaixonei sem nem saber direito do que se trata a história. Bichinho da curiosidade mordeu, quero ler!

4. Para todos os amores errados





Para todos os amores errados
Autor: Clarissa Corrêa
Editora: Gutenberg






Porque não é só de amor certo que a gente vive, correto? Correto! Aliás, é mais de amor errado mesmo é que eu tenho vivido (assunto para outro post). É uma autora nacional de quem eu tenho ouvido falar bastante, o livro é uma coletânea de crônicas e poemas... Para quem está mais acostumada a ler ficção e de autores estrangeiros, acho que vai ser uma variação interessante do mesmo tema (já citei nesse post que o romance aqui está só no livro mesmo, né?).

5. A emoção das marcas: Conectando marcas às pessoas



A emoção das marcas: Conectando marcas às pessoas
Autor: Marc Gobe
Editora: Negócio Editora







Porque amor não paga as contas e eu tenho que pensar no trabalho também, né? Utilizei esse livro nas minhas pesquisas de monografia e achei muito interessante. Quero tê-lo para estudá-lo melhor. Me interesso muito por esse lance de marca emocional, branding e esse livro traz conceitos bem interessantes que eu quero MUITO ter sempre em mãos.  

6. Vida líquida




Vida Líquida
Autor: Zygmunt Bauman
Editora: Zahar






O livro fala sobre a sociedade contemporânea e a fluidez das relações (de trabalho, amorosas, amizades)... Aborda, ainda, o fato de tudo hoje ter ser descartável... Está categorizado como Ciências Sociais/Sociologia, mas se duvidar serve até como auto-ajuda! Para refletir!

7. Nos bastidores da Disney




Nos bastidores da Disney
Autor: Tom Connellan
Editora: Saraiva






Porque o mundo Disney me fascina desde sempre. Porque o pouco que já ouvi falar sobre a organização empresarial da Disney me fascinou ainda mais. Porque as estratégias utilizadas lá, certamente, devem ser o que se pode considerar excelência de atendimento e fortalecimento de imagem, por isso eu quero aprender como é que se faz!

8. Mainstrean: A guerra global das mídias e das culturas





Mainstream: A guerra global das mídias e das culturas

Autor: Frederic Martel
Editora: Civilização Brasileira





Porque eu muito me interesso por cultura de massa, indústria do entretenimento e adjacentes e, nesse livro, o autor fala como funciona essa indústria no cenário mundial e as explica estratégias para a formatação e difusão de um produto artístico. Achei a cara de tudo o que eu gosto de ler e estudar, portanto quero djá! 

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Curtiram a lista?
Na real eu ainda queria comprar mais um milhão de livros sobre diversos assuntos. Também é real que é bem possível que esqueça essa lista e compre várias coisas diferentes chegando lá... Mas o que vale é a intenção, né? Agora só resta esperar chegar o dia!

Para saber mais sobre a Bienal, acessem: www.bienaldolivrosp.com.br

UPDATE: Ainda me faltam os itens 3, 4 e 5. Sobre todos os outros, já li e gostei bastante! Recomendo a(s) leitura(s)! Ah! E da coleção da Marian Keyes agora me falta o "A mulher que roubou a minha vida"... #ficaadica

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Guerrilha ou parceria sertaneja?

Daí estou eu lá, distraída ouvindo rádio, mas bem pegada no sertanejo. Que os temas das músicas andam parecidos a gente já sabe: primeiro canta o menino que adquiriu um Dogde Ram e, seguido a ele, a dupla detentora do Camaro amarelo... Até aí tudo bem!

O fato é que começa a tocar uma música deveras dançante que me chama a atenção. Alguém foi embora para Madrid, largando alguém num carnaval de Salvador e esse alguém "não pode mais viver sem Salvador"... Num ritmo que meio lembrava o portunhol de Fernando e Sorocaba (curiosamente cantores das romanticas "Madrid" e "Férias em Salvador").

O romance mal resolvido


A sátira



Fui pesquisar. A dupla era Hugo e Tiago. No site, diz que estão lançando também a canção: "Então tó". Que começa numas de "Eu quero tchu, eu quero tchá" (com alguém que chegou na balada doidinho pra biritar e o bicho vai pegar) e o refrão vai num ritmo de "foi foi foi foi foi foi bolo doido!".

O CD "De Madri a Salvador" conta ainda com uma faixa denominada: "Ai Ah se eu te pego"... Musicalmente não tem nada a ver com o hit do verão, mas vai que alguém confundo um i com um h, né? "ahhh se eu te pego, ahh ahh se eu te pego"...

Como a própria dupla canta: Ninguém tem nada com isso, a vida é minha (no caso deles), larga do meu pé; mas confesso que fiquei com uma pulguinha atrás da orelha, viu? É muita coincidência pra uma dupla só, gente!!!

E aí eu pergunto para vocês:
- Seria essa uma provacaçãozinha às outras duplas?
- Seria apenas uma homenagem?
- Tudo aconteceu por um acaso... sem querer mesmo?
- Seria um "marketing de guerrilha" pesado?
- Estaria eu ficando velha e começando a achar que todas as músicas hoje em dia são iguais? (...essa opção eu acho que não!)

... Jogo a bola para quem me lê. Essa história de querer associar todas as movimentações artísticas com questões de marketing e branding já está fundindo a minha cabeça e talvez eu esteja ficando um pouco psicótica...

Mas, só para constar, se agressivo ou não (achei um pouco)... se planejado ou não (duvido MUITÍSSIMO que não tenha sido) eu não sei... mas que Hugo e Tiago mandaram bem na sagacidade, ahhh (ou seria ai?) isso mandaram, viu? Afinal, por que não pegar carona se você já sabe que o caminho é o mesmo que você quer seguir?

terça-feira, 17 de abril de 2012

ki-Recomenda: A Família Addams – O musical


Está em cartaz no Teatro Abril, em São Paulo, o musical A Família Addams com Marisa Orth e Daniel Boaventura. O Brasil é o primeiro país a receber essa montagem além dos EUA (Broadway, baby) e a versão brasileira ficou de primeiríssima!!!

Ok que sou um pouco suspeita, pois amo superproduções, mas para quem não tem o hábito de ir ao teatro ou em musicais, por achar algo muito erudito (oi, Brasil, tá doido?) ou coisa do tipo, esses enredos mais “populares” (anos atrás assisti A Bela e a Fera também... dispensa comentários) são uma ótima pedida e o investimento MUITO vale a pena, você vai se apaixonar!

Voltando especificamente à Família Addams:

- Teatro Abril em si já é lindo, quem não conhece tem mais um motivo para correr e comprar os ingressos... O atendimento também é nota 10, pessoal muito simpático e atencioso (minha amiga estava com a perna quebrada e eles foram uns fofos com ela) 
- Figurinos e maquiagens sensacionais! Efeitos especiais, orquestra e cenário também... Em alguns momentos confesso que eu abstraia da história e ficava pensando: como será que foi feito isso, olha que roupa linda, essa maquiagem deve ter sido difícil de fazer... Gente, que produção fabulosa é essa?!?!
- Trilha sonora viciante... amei tanto uma das músicas finais e que até queria que ela tocasse no meu casamento? rsrsrs to indo longe demais?! (não to achando a música para vocês verem como é realmente legal =/ mas, para quem for assistir, é a cena da Vandinha com o namorado no parque e, depois, dos pais do namorado, me contem se é ou não é fofa!)
- Apesar de ser uma comédia “obscura”, ajuda a refletir sobre o amor e os relacionamentos, não apenas marido e mulher, mas também familiares... bem bacana, poderia até ser emocionante se não fosse tão engraçado. 
- Ok, Marisa Orth, você tá arrasando, toda gostosona, cantando mt etc. etc. mas meu pensamento ao término da peça foi: WHO’S MARISA ORTH?! VANDINHA, SUA LINDA! É sério, meu povo, a atriz que faz a Vandinha (Laura Lobo) é simplesmente fodástica... a voz dessa cidadã, o alcance vocal, a interpretação... sério.... S-É-R-I-O! não sei definir!
- Ahhhh os souvenirs!!!! Tive que sair correndo do teatro para não querer compra tipo... TUDO! Tá tudo lindo: jogo de copos, caderno, xícaras, baralho, chinelo, blusa da Vandinha (!!!!) e o meu preferido: O GUARDA-CHUVAS! Alguém me dá de presente?
- Ri do começo ao fim e sai querendo ver de novo e de novo e de novo... As referências e os trocadilhos são demais; as adaptações para o português ficaram perfeitas (inclusive nas letras das músicas), parece até ter sido escrito originalmente aqui! Trabalhão!
- Por fim, devo dizer que descobri que, talvez, eu seja uma Addams... seria isso bom ou ruim? A descobrir!

Para vocês entrarem um pouquinho no clima, assistam aqui:




Classificação: IMPERDÍVEL!
Aprovado por mim, mamis, papis, Mari, Pri e milhares de expectadores.
Os ingressos estão sendo vendido pela Tickets for fun ou na bilheteria do Teatro Abril. Para saber mais acessem: http://www.afamiliaaddams.com.br/

terça-feira, 27 de março de 2012

Tenho preguiça de quem não gosta de BBB


Chegará ao fim, essa semana, mais uma edição do Big Brother Brasil, programa que divide o público entre adoradores e críticos ferrenhos. Essa edição, em especial, foi marcada por ainda mais polêmicas, com direito a suspeita de estupro e envolvimento da polícia para eliminação de um brother e sabem o que é que eu acho de tudo isso?

Claro, acertou quem respondeu com o título do post... Tenho preguiça! Tenho preguiça de quem fala que é um programa de massa, puramente fútil e que não tem nada de bom... Tenho preguiça de falso moralista que fala que não assiste BBB, mas que sabe tudo o que rola... Tenho preguiça de falso cult e preguiça de quem ficou fazendo pressão pro suposto estuprador ser eliminado!

Quando falo de preguiça de quem não gosta de BBB, me refiro a uma preguiça geral de quem só sabe criticar as produções culturais e populares brasileiras... Lembram do dia que falei sobre o (mau-)humor  e da discussão sobre o pagode? Então, a dinâmica para mim é mais ou menos a mesma: um monte de gente preconceituosa (ou, simplesmente, falsa... que não tem coragem de dizer que também aprecia uma boa futilidade), criticando algo pelo simples prazer de criticar, sem saber enxergar o lado positivo que aquele produto pode ter.

Recentemente, para a minha monografia, li o livro “Por que os reality shows conquistam audiências?”, que trata sobre o histórico e o papel dos reality shows na sociedade, não apenas brasileira (pois também é muito simplista e hipócrita dizer que a TV brasileira é que é um lixo e se entupir de “porcarias” pela TV a cabo – quanto a isso, aliás, preciso fazer um parênteses curioso: lembro um dia uma amiga que dizia não assistir novela, BBB e esses programas populares todos brasileiros confessando que estava vidrada no “American Idol”, porque, sim, ela também tinha sua parcela de futilidade... Mas aí, eu te pergunto, salvo as proporções dos custos de produção e consecutivamente qualidade de montagem artística da versão americana para a brasileira, “American Idol” e “Ídolos” não são as mesma “porcaria”?), e que age quebrando certo paradigmas e fazendo pensar.

Todo ano, é só o BBB começar para meu e-mail lotar de crônicas que meus tios, já meio velhos coitados e antiquados, coitados, mandam detonando o programa. E ai se eu vou passar o fim de semana na casa de um deles e fico assistindo, a frase recorrente é: “Não sei como você gosta disso, é só pouca vergonha, credo!”... Bocejo. Preguiça.

Gosto. Gosto sim e adoraria ser uma BBB um dia (vamos fazer uma campanha a meu favor?)... Gosto sim e não vejo futilidade apenas. Gosto e são três os motivos principais:

1. Analisar as ações de merchandising, porque sou publicitária e me interesso pela forma como as marcas se expõem no mercado e gosto de pensar nas estratégias: “caramba olha que ação diferente o Guaraná Antártica fez” ou, “olha o Super Bonder, raramente faz propaganda, mas encontrou um jeito legal de mostrar a eficácia do produto”... Muitas vezes o pensamento também é: “nossa, produção, que merchan forçado, hein?” ou “ok, a ideia é animal, mas a criatividade passou dos limites, não é não, Minuano?”. A percepção positiva ou negativa que eu tenho de uma ação, aposto que outras pessoas também tem e repercutem sobre a marca... Ver também os artistas que participam das edições, reforçando o sucesso ou estratégia de carreira de sua marca-artista... Os filmes nacionais que viram cineminha do líder e nada mais são que também um merchan para o lançamento daquela produção... O licenciamento de produtos do BBB... É tanta coisa que é uma delícia essa análise para a publicidade! E, aliás, que delícia o BBB também para os publicitários que trabalham com eventos ou, até mesmo, para os arquitetos decoradores, não é não? O que são aquelas festas? Aquela casa? Ah... Meu interesse é mercadológico!  

2. Entender as ações e relações humanas, porque as pessoas começam o programa de um jeito e depois as alianças, a pressão, o jogo etc. fazem com que elas mostrem outra(s) personalidade(s) e no nosso dia-a-dia vemos isso também, no ambiente de trabalho, entre os amigos e familiares... Talvez de uma maneira mais sutil, visto que ninguém está confinado e, muito menos, sendo vigiado por câmeras 24h, mas todos passamos por isso também... Nós e as pessoas que nos rodeiam... Fora as discussões levantadas na sociedade: o caso da transsexual, da homofobia, da bulimia, a quebra dos preconceitos com determidados tipos humanos...  Meu interesse é psicológico, é sociológico... É humano!

3. Unindo os dois interesses primários, para terminar, entendam que gosto de marcas e de pessoas, assim o que me interessa, também, é ver como as pessoas cuidam da própria imagem. Você, Renatinha, sai pegando geral na balada! Que ótimo, que lindo, muitas mulheres fazem realmente isso; mas será que, na frente de todo mundo (mais do que o Brasil inteiro, que, dane-se não paga suas contas – ou paga, visto os fãs conquistados – ou não – podem ter impacto na sua carreira; penso no seu pai, sua mãe e talvez na sua avózinha mega tradicional), tem necessidade de fazer isso também? E, aliás, vamos fazer o alinhamento desse discurso? Na hora de pegar geral: “I’m sexy and I know it”, mas no dia seguinte incorpora-se a Madalena arrependida e solta um “Nossa amiga, que feio, né, pegamos na primeira festa?”... OI?!?! Beijar quem quer que seja na primeira festa foi a atitude menos chocante que eu vi! Isso para mim é marketing pessoal... Saber alinhar sua personalidade com seu discurso, sendo autêntico e, ainda assim, conquistando a admiração alheia. Renatinha, a mim, não conquistou. Não pela vadiagem em si (afinal, já me disseram um dia que “Deus, deu para dar!”), mas pelo falso moralismo! Vejo que Grazi e Sabrina foram duas coerentes dentro da casa e que mantém essa coerência até hoje... Aliás, são sucesso até hoje. Diego Alemão foi o cara que mais admirei lá dentro e ele conquistou muita gente também. Personal branding. Isso muito me interessa...

E, para finalizar, comentário rápido sobre o caso Daniel: Monique não se sentiu molestada. Acordou no dia seguinte e, muito feliz, cumprimentou o rapaz. Por mais que não se lembrasse dos detalhes da festa (e do amasso), em momento algum reclamou do acontecido... E aí, eu te pergunto, o que o povo de fora tinha que ficar tão revoltado com a situação, se a própria “vítima” não estava se importando com isso? Vamos cuidar cada um de nossa própria vida, meu povo! Não entendo gente que se rebela pela causa alheia... mas isso já é assunto para outro post...

sexta-feira, 16 de março de 2012

Latino – Festa no apê, no clube, no parque, na balada...

Minha memória mais antiga do cantor Latino é dele de calça apertadinha, jaqueta de couro e bigodinho, cantando: “oh baby me leeeeva... me leva que eu te quero me leva...”, comparado ao que ele é e canta hoje, parece outra pessoa, outro artista, outro tudo! A boa notícia? A mudança, física e musical, me pareceu positiva e afirmo hoje que, se eu tivesse que contratar um artista para animar um aniversário meu (quem sabe se um dia eu ganhar na mega sena #todasreza), esse cara seria o Latino.

Lembro-me, também, do primeiro show que vi. Trabalhava com o Jeito Moleque e eles se apresentariam no mesmo dia que o Latino na Festa Junina da Band FM. Não que eu precisasse trabalhar aquele dia, mas resolvi fazer uma moral com os chefes e me candidatei para estar presente no backstage. Pedi convites para papai e mamãe e confidenciei, secretamente, a uma responsável pelo show, que estava indo mesmo era pra conferir qual é que era a do show do Latino. Isso foi já anos depois do “Baby me Leva” e, até mesmo, anos após “Festa no Apê”.

A real é que eu não colocava nenhuma fé e nem a pau pagaria para ver um show dele! Achava que ia ser o maior mico, um repeat eterno de “Festa no Apê” e mais meia dúzia de músicas engraçadinhas cantadas desafinadamente. Preconceito puro, eu sei, mas eu pensava, fazer o que? O primeiro passo para quebrá-lo eu já estava dando, levando a família toda para o “programa de índio”.

Bom, não preciso nem dizer que amei, né? O show é completinho e o repertório pra lá de animado, agradando gregos e troianos. O balé é fantástico (aprendi todas as coreografias) e o nível dos backing-vocals excede às expectativas (sério, os caras cantam absurdos e imitam as vozes de todo mundo que faz participação com Latino dos cds).  Mega show naipe internacional, sabem como? Pulei e cantei o show todo. Meus pais também acharam muito legal e, assim como eu, se surpreenderam positivamente.

De lá pra cá já fui a mais dois shows (um em uma formatura e outro na praia, ambos com essa mesma superprodução e repertório que faz todo mundo dançar) e, a cada dia, curto mais e mais. Passei a admirar o Latino também.

Antes achava que ele era só um cantor de música brega, mulherengo e metidinho, agora, prestando mais atenção em suas entrevistas, percebi que ele é um cara simples até (não afirmo com certeza, porque não o conheço) e muito inteligente, porque, sim, bregas ou não, mas músicas dele fazem um sucesso tremendo e conseguir identificar um hit, apostar nele e conseguir estourá-lo não deve ser fácil e, falem bem ou falem mal, Latino vira e mexe deixa uma nova música colada na cabeça da galera. Quanto ao “mulherengo”... Bom... Se ele pode e gosta, por que não, não é?

Já tenho mais um show do Latino programado na minha agenda, o evento não está programado pelo show em si, mas em função da formatura de uma amiga, mas confesso que saber que ele é uma das atrações gerou ainda mais expectativas para a chegada da festa.

Os shows do Latino são assim: aparecem na minha vida assim, sem programação! Festa junina, formaturas (onde o foco é a festa em si, não necessariamente a atração musical), ida à praia... Esse último, da praia, foi bem engraçado! A amiga que me acompanhava falou:

- Tem show do Latino aqui e do Rionegro e Solimões em outra praia, vamos pra lá?
Minha resposta imediata e com conhecimento de causa, pois já havia assistido aos shows dos dois artistas, foi:
- Você usou drogas?!?! Claro que não, vamos ver o Latino! Ahhh... Acho o Latino mais animado, mas você que sabe...
Minha amiga, em dúvida e insegura (na noite anterior havíamos ido a um show legal, mas um tanto quanto romântico demais para o clima praiano para a pegada de duas solteiras: Luan Santana):
- Sério? Num é zuado? Tenho um pouco de preconceito...

... Quem adivinha a opinião dela no fim do show?

Sem querer ser redundando, mas já sendo, se eu precisasse contratar um artista para animar uma festa, seria o Latino. Além das músicas dele (sim, aquelas todas com letra tosca, que a gente zoa, mas sabe de trás pra frente, canta e dança animadão), tem um revival de músicas de discoteca, música de balada, sertanejo e o “baby me leva” (sim, de novo ele) é nostálgico para todo o público!

Não só Latino em si, como todo mundo que compõe o palco (de novo, backing-vocals, bailarinas e até banda) prende a atenção de quem está assistindo. Se você não estiver cantando, dançando ou, como minha mãe define meu comportamento nos shows, “pulando que nem uma cabrita”, pelo menos estará entretido.

Recomendo a todos irem pelo menos a um show para saberem como é. Tá todo mundo achando você doido de querer ir à um show do Latino e você está sem companhia? “Ohhh, baby, me leeeeeva!” (ahn ahn... pegaram o trocadilho?). Se forem, acharem horrível (ou se já foram, acharam horrível e estão achando pior ainda a minha ode ao espetáculo) e ganharem convites para outros shows, não os queime nem jogue no lixo: podem me presentear que eu vou correndo e com o maior prazer. Aprovado.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Michel Teló ou Luan Santana – Onde está a diferença?

Tenho pensado sobre esse tópico há algum tempo. Luan, que era promessa em 2011 começando o ano bem com músicas nas novelas globais e presença constante na mídia e publicidade, viu seu reveillon amargar ao som de “Ai se eu te pego” e a ascensão de Michel... Estava guardando o assunto para um momento posterior às minhas reflexões para monografia (que tratará de assunto semelhante), mas alguns fatos me motivaram a adiantar alguns comentários.

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Post do Blog Cabaré do Timpin
(amigo que, não me canso de lembrar, foi o grande motivador da criação do meu próprio Blog)


Desde que começou a cantar ainda adolescente, Luan Santana teve que matar um leão por lançamento. Cada novo disco representava um novo desafio e até então todos foram superados, levando o menino ao topo do estrelato. O desafio agora é manter-se nesse topo. E não será uma tarefa fácil. Ainda mais que ele está na Som Livre, uma gravadora que não garante que a gerência estratégica será adequada. Ela já fracassou com Maria Cecilia & Rodolfo e João Carreiro & Capataz.



Para complicar ainda mais as coisas, os tempos agora são outros. Se antes ele era o cara certo na hora certa e bastava seguir em frente com naturalidade, agora cada passo tem que ser meticulosamente planejado. Se antes ele corria sozinho numa autopista larga, agora enfrenta a dura concorrência dos já consagrados Gusttavo Lima e Michel Teló. Fora uma penca de cantores novos que estão surgindo. O disco novo sai agora em março, no entanto duas músicas já circulam pela Internet.

A primeira vazou no último domingo (a música
"Incondicional", postada aqui no cabaré) e atrapalhou por completo uma estratégia de marketing que por si só, já era de efetividade duvidosa. O link da música seria divulgado numa placa de publicidade no jogo da seleção brasileira contra a Bósnia. Com o vazamento, tiveram que escolher outra música e gravar um novo clipe. Ao contrário de "Incondicional", que havia caído no gosto do povo, tanto a nova música, chamada "Você de mim não sai" quando o clipe, não agradaram. O crítico Odair Bráz Jr do R7 publicou uma nota em seu blog com fortes críticas. Os fãs de Luan Santana reclamaram muito nas redes sociais, tanto que um tag mandando o crítico calar a boca foi para nos Top Trends.

Luan já divulgou que este ano pretende dar uma reduzida na quantidade de shows e tournê para se dedicar mais nas composições e no crescimento artístico. Faz bem. Ele vive um momento semelhante ao que Roberto Carlos viveu quando a Jovem Guarda perdeu sua força como movimento. A transição de cantor jovem para adulto é a mais difícil na carreira de um artistas, ao contrário de Roberto, a imensa maioria fracassa.

Este é o novo leão que Luan Santana deve matar. Com essa música e clipe ele não mata nem um gato sarnento, mas o CD ainda não saiu e como conta com a ajuda do mestre pop Sorocaba, talvez ainda surpreenda. Talvez. Enquanto isso o Leão está rugindo no cangote do ex-Gurizinho.

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Minhas observações:

1. É inegável que o menino tem sim talento, ainda mais se considerarmos sua pouca idade e trajetória, no entanto, falta a ele um elemento que sobra em Michel Teló: carisma. Talvez pela pouca idade e consequente imaturidade, talvez pelo status de “colírio” e perfil de público diferenciado (teen), talvez por um gerenciamento inadequado de carreira (que acontece quando o staff acaba fazendo com que o artista se sinta supervalorizado quando, na verdade, não é), talvez por uma simples característica pessoal... Não sei ao certo o que leva à essa falta de carisma, só sei que para conquistar o público mesmo, sem distinção, o artista tem que se jogar!!! Vejo em Michel Teló uma espécie de Ivete Sangalo (ícone de simpatia e talento e simplicidade e tudomaisqueumartistatemqueter, na minha opinião), mas não vejo a mesma característica em Luan.
2. Sobre a fúria das fãs contra o texto do R7 (que virou até TT Brasil por um pouco tempo), minha única opinião é: RIDÍCULO! Li o texto do R7 e achei ok. Não puxava a sardinha de Luan (até porque nem tinha esse objetivo), mas também não criticava tão ferrenhamente. Vejo o elemento fã como algo perigoso. Tudo que é muito passional é perigoso. Na ânsia de defender seu ídolo, começaram a “denegrir” a credibilidade de um veículo de mídia e aí eu te pergunto: Cadê a liberdade de expressão? E, digo mais, será que essas pessoas não percebem que o mesmo portal que faz a crítica do clipe hoje é o que ajuda a divulgar um show amanhã? Aliás, essa crítica também não deixa de ser uma divulgação do clipe, que, obtendo muitos views (seja por pessoas que querem elogiar ou por pessoas que querem criticar), alavancará ainda mais a carreira de Luan Santana. Tá aí a menina do Cross Fox que não me deixa mentir: começou como uma xacota da internet e hoje tem seu público muito melhor estabelecido.
3. A conclusão a que chego é a de que Luan Santana vai ter que correr muito atrás e comer muito arroz e feijão para se manter. Talento ele tem. Carisma vai precisar desenvolver melhor. Ou não. Com o grau de carisma dele (porque sim, algum mínimo carisma ele tem que ter) até dá para se manter; estourar internacionalmente como Michel Teló e Ivete Sangalo pode ser mais difícil, mas perder a condição de artista brasileiro acho difícil... Focar em outros públicos (para não ficar apenas limitado às teenagers cegamente passionais, que, por vezes, mais atrapalham do que ajudam) também pode ser uma estratégia interessante. Agir com calma, com planejamento, cuidar dos relacionamentos: com a imprensa, com o público, com os contratantes; cuidar da imagem, buscando preservá-la, mas não da forma inexperiente e insensata que agiram as fãs ontem, mas de forma a maximizar as qualidades e disfarçar as fragilidades... Em um momento em que tantos querem ser artistas, qualquer topada pode se transformar em uma queda. O que são os artistas se não marcas também?
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Aguardem próximos capítulos...