arquivo

Mostrando postagens com marcador opinativos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador opinativos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Só banca o bonzinho quem sabe que vai tirar vantagem disso



Antes de qualquer coisa já adianto que este texto contém verdades duras de admitir. Eu quase consigo imaginar a sua carinha se recusando a admitir que se identifica com várias coisas que eu estou dizendo... Tá tudo bem! O subconsciente faz coisas que a gente nem acredita mesmo.

É muito louco pensar em como funciona a cabeça da gente, não é mesmo? Sem perceber,  diariamente agimos de maneira a reforçarmos certas crenças que temos e que não nos fazem bem... Isso se chama autossabotagem e funciona mais ou menos assim: na sua sala tem 5 meninos, todos são super legais, divertidos e amigos, só que apenas um namora. E adivinha por qual seu coraçãozinho bate mais forte? (só não merece parabéns quem respondeu que é o correspondido porque, sim, embora esse seja o escolhido, essa é sempre a opção mais burra).


Poderia passar horas aqui falando de autossabotagem, mas se tem uma coisa que me interessa mais é discutir o comportamento das pessoas "boazinhas"; sabe aquela pessoa solícita, paciente e querida por todos? Pois é. Hoje eu vim aqui contar pra vocês que ela, na verdade, não é tão boazinha assim! E, pasmem, no fundo talvez ela seja até pior que muita gente.

Já perceberam que a pessoa boazinha também é meio sonsa? Ou sonsa ou coitadinha. Observem. A pessoa boazinha ou te deixa no comando das situações porque "não sabe fazer" ou porque "quer te agradar/te fazer se sentir a vontade" (categoria sonsa) ou pega pega tudo pra si, resolve e faz e ajuda e sorri e depois lamenta: "tudo eu... tudo eu... se não sou eu ninguém nem tá nem aí..." (categoria coitadinha). 

Sonso ou coitadinho, o fato é que todo bonzinho se lamenta... Sabe aquela história de: "não adianta nada ser bonzinho" ou de "bonzinho só se fode"? Então, tudo balela! Quer dizer... não que seja mentira. Se fazer de bom tem seus prós e contras: mas tem vários prós, entende? Dizer que o bonzinho SÓ se fode é mentira. E eu não estou aqui para falar que a recompensa do bonzinho é o sentimento de alegria que ele tem por estar fazendo o bem... Não! Nada disso. Muito pelo contrário, pode ter certeza que, embora esteja sorrindo por fora, em muitos momentos o bonzinho está xingando o mundo por dentro por estar achando um porre essa coisa de ser agradável ou prestativo. Vou explicar!

A maldade do bonzinho sonso está em saber escolher para onde correr justamente quando o calo aperta. Repara nas pessoas pessoas com quem ele anda. É sempre uma relação cíclica, porque ele vai recorrer a quem interessa no momento em que interessa. Ele vai ser seu melhor amigo enquanto você estiver fazendo o que é interessante a ele, mas depois ele vai te esquecer e colar em outro que esteja mais alinhado ao seu momento. O bonzinho sonso é meio dependente, sabe? Parece que ele não sabe fazer nada sozinho; ele é ingênuo e você tem dó dele; você se preocupa, pois acha que ele não vai conseguir se virar e tenta fazer o que pode por ele. Mas pera lá... Será que se ele fosse tão ingênuo assim ele saberia tão direitinho a quem recorrer quando precisa de ajuda? Pense nisso!

Esse é o pró de ser sonso, preocupado com ele todo mundo faz tudo que o bonzinho quer... As pessoas estarão sempre dispostas a ensiná-lo a fazer as coisas, mas como ele é todo sonsinho, acaba que é mais fazer fazer o que tem que ser feito por ele e, assim, ele continua lá sem aprender, sem saber, sem crescer... Esse é também o contra do bonzinho sonso. Ele é mesmo dependente, mas porque ele quer ser, porque quando alguém não pega na mãozinha dele para atravessar a rua, ele escolhe outra companhia pra ajudar. Não é que ele não goste mais do amiguinho que o incentivou a andar sozinho, mas é que aquele que carrega no colo entende melhor o momento que ele tá passando, sabe? O bonzinho sonso muitas vezes se sente fraco e impotente e sofre por isso. Isso dói mesmo, mas porque é que ele não se mexe e aprende a fazer sozinho?

Já a maldade do bonzinho coitadinho é que no fundo ele é um manipulador. Ele não é bonzinho única e simplesmente pois é bonito ser bom. Ele é bonzinho porque sabe que vai conquistar algo de você. Ele ajuda, ele tem paciência e ele dá atenção porque sabe que, de alguma forma, será recompensado por isso. E é!!! Admita: se você tem dois amigos, o que está com você a todo momento e o que só dá um hello de vez em quando, para qual você dá o melhor presente de aniversário? Não tenta negar... Você pode ter 5 melhores amigos de infância, mas sempre tem um que é seu xodózinho e você também faz mais por ele do que pelos outros.

A dor desse bonzinho é a cobrança que ele mesmo se impõe e as decepções que tem em cima das expectativas que cria. Claro, embora não admita, sua bondade tem um quê de interesse e o quão frustrante é quando sua expectativa não é correspondida? Fora isso ele se cobra: "ai, o telefone, não tô com saco para falar com fulano hoje... ele só sabe pedir favor... sério, ele tem que se tocar!" (5 minutos depois) "oooooiiii fulano! Claro, quer que eu veja se descubro pra você e já te falo?"... Não é falsidade, sabe, o bonzinho faz mesmo e fica feliz em ajudar, mas a verdade é que as vezes ele fica cansado também e acha chato que todo mundo só peça as coisas pra ele... Liga pra outra pessoa, eu hein!

Ah! E pior! Tem ainda quem mescle as categorias... É aquele fulano meio sonso em algumas situações e coitadinho em outras e eu acho que é o pior tipo de bonzinho porque nem ao menos veste o personagem direito: mas você é lesado ou independente, afinal? Eu não sei entender direito esse tipo de gente e nem mesmo sei explicar, só acho meio bizarro porque eles batem o pau na mesa pra fazer certas coisas e pra outras ficam dando uma de Madalena Arrependida! Eu, hein! Se decide, benhê!

Enfim... Não sei em que categoria, mas eu sei que você se identificou com esse texto, talvez você seja meio sonso, talvez seja o amigo que vai socorrer o sonso... talvez seja o bonzinho coitadinho (acho que é o tipo mais comum) ou talvez seja um vitorioso que não se encaixa em nenhuma das histórias, mas, certamente identificou algum amigo. O que quero dizer é que... ninguém é totalmente bonzinho e, se você está sofrendo por ser bonzinho demais, coloca rapidinho a mão na consciência e se pergunte: será que não me faço de bonzinho para tirar proveito disso? Ou, se você está sofrendo preocupado com seu amigo bonzinho: será mesmo que é para tanto?

Sabe, não tem nada de errado em tirar proveito da situação. Sério! Até porque isso é meio inconsciente e a gente passa anos e anos fazendo isso sem perceber, mas o que não vale é ficar sofrendo com os contras da sua bondade, sabe? Coloca numa balança... Se você percebe os contras é porque seus atos já não estão tão inconscientes assim... o que vale mais? Tirar pequenas vantagens provenientes de sua bondade ou livrar da dependência dos outros  (sonso) e da cobrança alheia  (coitadinho)?

Eu sou a boazinha coitadinha. Confesso. Embora tenha demorado muito para enxergar isso e, acima de tudo, embora tenha ficado indignada quando enfregaram na minha cara que no fundo eu só me fazia de boazinha porque sabia que ia tirar vantagem da situação (o que não faz de mim uma pessoa tão virtuosa assim); eu confesso que se não tivessem os prós de ser boazinha eu não seria tão boa assim. 

Foi muito bom para mim descobrir o que tinha por trás da minha bondade. Eu me senti muito mais leve e deixei de ser tão legal e prestativa com os outros e, com isso, parei de me decepcionar e criar tantas expectativas em relação ao outro... Também parei de me cobrar ser essa pessoa boa: hoje, se eu não quero fazer eu não vou fazer e pronto ué, não sou obrigada! Não que hoje eu seja uma pessoa má, mas o fato é que agora eu só sou boazinha quando eu quero, saca? Só faço as coisas que realmente vão me fazer sentir bem! E é assim que tem que ser, porque ainda que você fique momentaneamente feliz ajudando o outro quando não está realmente com vontade, chega uma hora que isso pesa e não te faz bem. Em muitos momentos me senti sufocada assim e não era nada legal... Os contras estavam falando muito mais alto que o prós e aí eu deixava de cuidar da minha vida para cuidar da dos outros e quem cuidava da minha?????

Na verdade, ainda tenho meus momentos de "bondade coitadinha", afinal foram muitos anos nessa levada, mas sendo mais consciente disso, quando faço penso logo nos prós que terei. No começo me sentia muito mal por isso: me achava uma pessoa suja e manipuladora, mas pouco a pouco estou aprendendo a lidar e vendo que assim como eu fazia com os outros, essas mesmas pessoas também faziam de outra forma comigo e, portanto estava tudo certo. 

Se o mundo precisa de menos mimimi, e se a gente desse menos peixe e ensinasse mais a pescar? E se a gente tivesse mais coragem de mudar? E se a gente levantasse a bunda da cadeira e resolvesse arrumar nossa própria vida antes de cuidar da vida dos outros? Acho que um bom jeito de começar é esse aí, hein?

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Prazer x Dever

Hey people!

Sim, eu sei, eu não tenho sido uma pessoa constante no meu blog e de nada adianta eu vir aqui me desculpar sempre e continuar inconstante! Me culpo sempre, mas c'est la vie! Vou tentar publicar quinzenalmente agora, ok? E vou intercalar: dicas, textos reflexivos, feminices, contos etc. 

E, já que comecei falando disso, o texto de hoje vai ser reflexivo e tratar desse dilema do Prazer x Dever, que sinto muito em relação à minha paixão pela escrita!

Sabem, criei o blog mais como uma válvula de escape. Queria um lugar para mostrar meus trabalhos e também para dar dicas, divulgar meus textos. Era pra ser um hobby, mas, como sou muito exigente comigo mesma, muitas vezes vira e mexe entro em umas paranoias do tipo: "ai devia escrever mais", "ai queria falar de tal assunto, mas todo mundo fala e eu vou ser mais uma apenas", "meus posts devem ser só semanais pra ter uma lógica" (escrevi lá em cima que agora eles vão ser quinzenais, mas eu menti, ok? se me der na telha vão ser diários, semanais, mensais... OU NÃO! rsrs), "não posso republicar textos, só textos originais" (já quebrei essa regra algumas poucas vezes, mas sempre me desculpando, não sei se já repararam), "beleza, vou postar, mas preciso ter uma entrevista sempre" (essa exigência era para o Blog do Profissão Famoso, mas estou abolindo também).

Já fui redatora publicitária. Foi meu primeiro emprego, eu era novinha e sabia que amava escrever. Pensava em ser um Nizan, um Washington Olivetto... Me via criando uma campanha incrível tipo a dos Mamíferos da Parmalat... Eu estava no segundo ano da faculdade ainda, a agência era de pequeno porte e eu definitivamente não ia dormir um dia e acordar como maior referência da propaganda brasileira no outro! Mas eu me cobrava isso. 

Tempos depois, migrei para o marketing. Continuei escrevendo. Sou daquelas clientes chatas que já manda o texto pronto para a agência, sabe? Aliás, mando o texto e quero me meter em tudo, porque sim, meu coração ainda bate um tantão em agência S2


Tenho uma amiga que é louca por maquiagem. Ela compra de tudo e testa e lê sobre o assunto e ensina a gente a se maquiar e também gosta de moda, penteados e tudo mais. As amigas sempre falam para ela criar um blog, mas a resposta é sempre a mesma: Ahh, gente, não quero transformar meu prazer em uma responsabilidade, sabe?

Sei. E me identifico.

Tem aquela frase muito famosa que diz: faça aquilo que gosta e não terá que trabalhar nem um único dia. Concordo sim, mas em partes apenas. Acho esse pensamento é um pouco utópico, afinal, sempre tem um dia que bate uma preguicinha ou aquele outro em que você acordou com uma dor de cabeça inexplicável... Fora quando a gente briga com aquela pessoa especial e só quer ficar encolhidinho na cama o dia todo. Acontece sim, acontece comigo, com você e com a mais workaholic das pessoas!


Pensando muito sobre isso tudo, percebo que essa história de ter prazer com o que faz tem muito mais a ver com segurança do que com motivação. Explico: não seriam todas as minhas implicâncias com meu texto apenas uma insegurança? Um medo de não ser boa o suficiente? De não me destacar entre os demais e não conseguir ser uma referência?

Pra que tanta cobrança? Pra que tanta exigência? 

Tudo bem querer ser a melhor sim, mas mesmo os melhores começaram pequenos, passo a passo, degrau a degrau. O que vale mesmo é acreditar: acreditar que pode, que faz aquilo bem, que vai crescer um dia! É isso que nos mantém motivados e que nos dá prazer em viver, a fé em nós mesmos, a esperança de que batalhando pelo que "devemos" um dia teremos mais tempo para aquilo que nos dá "prazer" e se der para aliar as duas coisas, amigo...

É o que eu estou tentando e, se eu falhar na missão, não me julguem!
Estou também tentando não me cobrar demais. ;)

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Muda que a vida muda!



01/01/2014

Ressaca de ano novo. Mau-humor. 
Pensamento latente: "Esse ano, tudo vai ser diferente!"

20/02/2014

Mudanças superficiais. Pressa por alcançar os resultados. Desespero.
"E se não der certo? E se não for tudo diferente?" 

12/03/2014

Aparece um anjo, que afirma: "Você está exatamente onde deveria estar. Se não mudar agora, como é que espera que a mudança chegue?" 
Tapa na minha cara. Susto.

01/04/2014

Início da minha mudança real (e, não, não foi de mentira).
Início das mudanças à minha volta. 
Início dos agradecimentos and still counting...

---

Foi no susto que eu aprendi que as coisas só mudam quando a gente muda de verdade. Tenho passado, nos últimos anos, por um processo de mudanças. 

2014 talvez até esteja sendo o ano da grande virada, mas o fato é que ela vem se alicerçando gradualmente e, agora, com os tapas na cara que a vida (ou o anjo) deu, é que eu percebi, que a vida realmente muda quando a gente muda; percebi que as portas se abrem quando a gente se abre ao mundo!

Confesso já ter sido daquelas pessoas que "não fazem questão", sabe aquele tipo de gente que não faz questão de conhecer gente nova, que não faz questão de fazer um social, que não faz questão de reencontrar pessoas das antigas, que não faz questão de ser simpática com quem não parece ser simpática a ela...

Também tinha vergonha. Era tímida de verdade, embora pouco pareça. Aprendi que tudo bem pedir um favor, que tudo bem puxar papo com alguém que faz tempo que não falo, que tudo bem se expor, desde que você tenha segurança de que aquilo será bom para você!

É, eu mudei. 
Às vezes olho no espelho e me pergunto: "Quem é você, menina?", mas não implico com essa garota nova não, porque, quer saber? Ela é bem mais divertida que Karla antiga e é amiga dela que eu quero ser!!!

---

Dia desses, um novo amigo indicou um vídeo à turma. Vídeo esses que compartilho com vocês. Assisti, sorrindo do início ao fim. Me emocionei, especialmente quando me disseram que eu seria, provavelmente, a mais "looked up" do grupo... 

Será que diriam o mesmo a conversa fosse um ano antes? 
Será que haveria um nova turma se eu não tivesse saído da minha caixinha?
Sinceramente não sei, mas sei que a vida está melhor assim: olhando para cima, olhando para frente, olhando para os lados... Olhando para a vida!!!


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

"Não canse quem te quer bem" ou "Quando a intimidade vira MESMO uma merda"



Já faz algum tempo, vi a matéria abaixo nas redes sociais e resolvi compartilhar aqui no blog para poder comentar um pouco sobre ele... Leiam, leiam, deliciem-se antes de lerem o restante do texto dessa que vos fala.


Em primeiro lugar que tive uma identificação instantânea com a frase: "Não canse quem te quer bem" e, lendo o texto, um riso frouxo apareceu no canto da boca ao me lembrar de quantas e quantas vezes não me senti literalmente cansada de lamúrias repetitivas, de pedidos simples feitos cheios de restrições, de pessoas que demoram a vida toda para se arrumarem, de pedidos e piadas constrangedores, de sorrir e demonstrar minha simpatia quando já não mais me interessava por determinado assim. Cansada! Essa era a palavra e cansada de gente que quero o bem sim, mas que por vezes me cansam... Ahh! Que alegria e que grande alívio perceber que, se alguém já havia comentado o assunto, eu não era a única a me sentir assim.

A leitura desse texto e dessa frase que virará um lema para mim, me lembraram uma outra frase, de teor mais cômico, mas muito proferida entre aqueles que se querem bem: A intimidade é uma merda! Porque sim, meus amigos, intimidade é bom, mas chega um momento em que ela vira MESMO uma merda. E eu explico.

A intimidade vira uma merda mesmo quando se perde o respeito, o bom senso, o cuidado com o outro. Entendam: adoro estar entre aqueles com quem posso dizer que tenho intimidade, perto de quem não é preciso formalidades... Sou daquelas que não pensa muito para falar e gosto de não pensar; não sirvo comida para meus amigos na minha casa, os levo até a cozinha e os deixo a vontade para pegarem o que quiserem, assim como faço na casa deles; troco de roupa na frente das amigas e, numa viagem, aviso logo quando bate aquela dor de barriga que me fará ocupar o banheiro por mais tempo. Entendo serem essas coisas do dia-a-dia, situações de intimidade que demonstram pura e simplesmente liberdade de ser o que você é e de deixar o outro também à vontade para ser quem ele é.

O problema da intimidade é quando você passa a cansar o outro, a ser egoísta e a ser tanto você que esquece-se daquele que te quer bem. Quando apenas os seus problemas têm vez nas conversas (e eles são sempre os mesmos), quando você impõe suas inúmeras frescuras e exigências ao grupo, quando você quer fazer apenas o que você quer, da maneira que você quer e sem ceder, ok, meu amigo, você pode até estar sendo você, mas está sendo chato e está cansando quem te quer bem. 

Lembro certa vez de uma conversa:

- Ela sempre fala que não está tá no clima de sair, mas sai com todo mundo, menos com a nossa galera...

- Ahh! Mas acho que ela está mal mesmo, aí ela sai com os outros porque vai ser um role de boa, que não vai ter muita conversa e tal, mas com a gente não... Fora que com a gente ela fica a vontade de negar, falar que não quer e tal...Com a gente ela tem mais intimidade...

... Cara! O quão surreal isso te parece? Para mim parece muito ...

Ok, eu entendo que, com colegas não muito próximos você vai conversar algumas futilidade e talvez não vai tratar de assuntos muito profundos; mas entendo também que você terá de fingir estar bem quando não está. 

Eu entendo que você se force a fazer algumas coisas que nem gosta muito quando está com colegas, apenas para fazer aquele social, parecer legal, mas o que custa fazer aquele programa que você detesta com a sua melhor amiga amiga ou com seu namorado apenas para estar ao lado dele? Não é pelo programa, sabe, é pela companhia da outra pessoa... Sei lá! Eu faço isso e acho que quem gosta deveria fazer também.


Eu entendo que, com quem a gente tem intimidade, dá para sermos transparentes, dá para sermos nós mesmos, sem medo de julgamentos ou da separação no dia seguinte. Quem te quer bem, vai te amar e te cuidar, sim, mas lembre-se sempre que é preciso haver reciprocidade. É a reciprocidade quem sustenta as relações, pois ninguém quer amar sozinho, ser amigo sozinho. Quem gosta de você vai te entender sim e vai te aceitar, mesmo você sendo meio chato de vez em quando... Essa pessoa vai entender suas crises, vai te ouvir, vai fazer tudo o que puder para você... "Ela não tem culpa de gostar de você." E, se você também gosta dela e quer mantê-la ao seu lado, não seja egoísta. "Não canse quem te quer bem."

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Ai que preguiça!!!


Preguiça. Conforme definição do Dicionário Michaelis:


pre.gui.ça 

sf (lat pigritia1 Pouca disposição para o trabalho; aversão ao trabalho; inação, mandriice. 2 Demora ou lentidão em fazer qualquer coisa; indolência, moleza; morosidade, negligência. 





Pouca disposição. Falta de vontade. 

Talvez apenas o ócio, como sugere Chorão no versos do Charlie Brown Jr.:



Mas que preguiça boa
Me deixa aqui à toa
Hoje ninguém vai estragar meu dia
Só vou gastar energia pra beijar sua boca

Eeeepa!!! Mas seeeerá que eu vou gastar energia pra beijar sua boca?

A ideia do post surgiu após a leitura da postagem "A preguiça de amar", da queridíssima Fabi D'Onófrio. Texto polêmico, discussões acaloradas no facebook e creio que por mensagens mais pessoais e, no dia seguinte, a própria Fabi Murillo Arneiro* manda a resposta ao texto: "Coitada da preguiça!".

Antes de continuar com o raciocínio vou deixar você ler os textos da Fabi. Clica no título, lê e volta... Vai lá... Tô esperando você aqui... 



Voltou? Então? O que achou? Bom, já que não dá para você responder de imediato, vou eu falar aqui o que achei!

Saibam que me identifiquei logo de cara com o primeiro texto. Essa preguiça de amar e, aliás, apenas expandindo um pouco, essa preguiça geral... de sair, de levantar a bunda no sofá e ir no bar com os amigos, dar um rolê no shopping pra não ficar à toa ou mesmo de ir até a cozinha e fazer um rango legal, já foi até tema da minha terapia. Eu chamava de cansaço também. Você pode chamar de desculpa, pode usar a linguagem coxesa e dizer vibe ("ahh amiga, hoje não tô na vaaaaibe"), se for casada pode dizer "dor de cabeça" ou, assumir o que sente e chamar que nem a minha psicóloga chamou: auto-sabotamento e falta de energia.  

Fiz algumas observações para a Fabi sobre o texto:


 "Será que a preguiça pode significar falta de interesse? A preguiça pode ser mais forte do que o encanto?" - eu diria que é auto sabotamento. você tem medo de se envolver e usa a preguiça como desculpa.

"se nossos corações solitários continuarem com preguiça de se relacionar o mundo vai acabar com solteirões assumidos e felizes." - felizes? sei não, viu...

No segundo texto, o Murillo comentou com a Fabi sobre "necessidade", a Fabi emendou o lance da "prioridade"... Fiquei meio ofendida, sabe? Porque, assim como comentei para ela:


a vontade existe sim e a preguiça (que chamo de cansaço, auto sabotamento, desculpa ou qualquer coisa do tipo) também é real. Sim, muitas vezes a vontade é enorme, a necessidade é grande, mas a preguiça vem com o mesmo tamanho e aí vence sempre a mais forte (e como a pri é forte, viu?).... Enfim...... não é fácil!

Quando bate aquela preguiça de sair, ela vem, muitas vezes, acompanhada SIM de um cansaço físico muito grande. Muitas vezes, aliás, fui forte, venci esse cansaço, me arrumei, sai e me diverti MUITO... Mas e as outras tantas em que a "pri" me pegava de jeito? Não entendia o porquê dessa canseira toda o até a psicóloga explicar: Mas também... é tanta coisa na cabeça, pensa em tantas coisas, tantos prós e contras que chega uma hora que cansa mesmo... Cansa a mente e o corpo!

E é verdade!!!

Não falo apenas do amor não, meu amigo, falo de tudo:

Fato 1.

"Quero encontrar um novo emprego!"
O salário tem que valer a pena pra eu trocar. E os benefícios? E se for ainda mais longe de casa? E se as pessoas forem chatas? Ai, entrevista é um saco! E se me não gostarem de mim, eu não passar na experiência e ficar desempregado? Meu chefe é chato, mas pelo menos ele não fica pedindo várias coisas complicadas. E minhas férias, hein? Já estão marcadas, preciso tirar para descansar um pouco, se começar em outro é mais um ano sem elas?!?! 
"Mas que preguiça de arrumar meu currículo... Amanhã eu vejo isso!"

Fato 2.

"Vamos para a balada conhecer uns gatinhos?!"
"Ihhh... Tô com preguiça sem grana! Sabe como é fim de mês, né?!"

Fato 3.

"Quero emagrecer!!!"
Acho que vou me inscrever na academia... Odeio academia, sabe? Ficar puxando ferro não é comigo. E aquelas aulas de aeróbico, então? Me sinto uma pata, mooooorro de vergonha, porque o professor manda fazer o movimento e eu nunca sei acompanhar. Aí você olha pro lado, aquela tiazona de quase 50 anos tem o corpo mais sarado que o seu e pega muito mais peso! Odeio academia! Aquelas gostosas desfilando de um lado, aqueles saradões bobocas do outro... Eita povinho que se acha! Fora a história da dieta. Eu não vou aguentar viver na base da salada e da frutinha... Aqueles pózinhos que o povo de academia toma... Eca!!! Fora que a grana está curta, né? Essa história de academia é pura futilidade, o que importa não é meu corpo... Acho que eu vou começar andando no parque! Isso! Vou falar com as meninas para montarmos um grupo e irmos correr no parque no fim do dia, deve funcionar.
"Alô, Paty? Oooiii... Viu, tava pensando... Vamos juntar as meninas e... Comer uma pizza sexta, aqui em casa? Tô com uma vontade de pizza..."

Fato 4.

"Vamos pra praia comigo? A Ju e a Lelê também vão!!!"
Ai, nem conheço a Lelê direito, é chato, né? E a Ju e aquele corpão dela na praia?!?! Aff... Vergonha... Adoro a Carol... Eu queria ir com ela... Faz tanto tempo que não vou pra praia também... Ihh, mas a Carol vai querer ficar falando do Pedrinho também e eu não tô afim de ficar sendo conselheira amorosa... Preguiça da Carol!!! Quando ela está apaixonadinha, ela enche o saco... Putz!!! Além de tudo, o melhor amigo do meu ex tem casa na praia pertinho da Carol!!! E se ele tiver lá? E se ele estiver lá COM OUTRA?!?!?! Ahh tem aquele trabalho da facu para entregar daqui a 3 meses... Melhor começar logo, vai que não dá tempo, né? 
"Sabe o que é, amiga? Preciso dormir estudar esse fim de semana..."

Fato 5.

"O fofo da facu me chamou para sair!!!"
Ahh, o Bruninho não é lindo, mas até que é bem simpático... Nossa, a ex dele era tão linda... Ele acabou com ela faz pouco tempo, por que será que ele se interessou logo por mim? Aquelas camisetas de roqueiro dele, será que vai querer ir no sertanejo comigo? Ele é amigo do Betão, queria tanto sair com o Betão, tá que ele nunca me olhou, mas é chato sair com dois amigos, né? O Bruninho é engraçado, gosto de falar com ele... Tá, meio bobo às vezes... Dizem que ele é o namorado dos sonhos de qualquer menina, mas uma vez ouvi dizer que ele tem chulé... Não quero namorar um cara que tenha chulé, sério!!! Será que ele vai querer fazer o que? E se ele quiser que eu vá para a casa dele? Eu não vou dar no primeiro encontro! Ele vai me achar uma vagabunda e não querer nada comigo... Mas e se eu não der e ele nunca mais procurar? Ai meu Deus!!! Ai... tá doendo aqui a cabeça... Acho que vou desmarcar... (Extra: ver " Fato 2 - Vamos para balada conhecer uns gatinhos?")
"Ai, Bruninho, que saco! Fiquei enrolada no trabalho e não saí ainda... Vamos marcar outro dia?"

---

Eu sei que você quer SIM um emprego novo, sei o quanto gosta de sair para dançar e o quanto ama praia. Sei que você anda fazendo promessa pra Santo Antônio e que tá doidinha para namorar e que sonha em ser a musa do verão do próximo ano, mas por que se sabota tanto? Por que fica em casa assistindo Zorra Total ao invés de ver gente, sentar num bar e ficar jogando conversa fora? Levanta essa bunda gorda do sofá e dá uma voltinha no quarteirão e, acredite em mim, é muito mais rápido e fácil preparar uma saladona do que uma lasanha. Pra que tantas desculpas esfarrapadas pra faltar naquele emprego chato? Por que não sai distribuindo currículo? Por que não pede indicação para aquele seu colega de classe?

Tá, eu sei, no fundo você tem medo! Eu também tenho medo. É difícil mudar, né? É mais cômodo deixar tudo como está, do jeitinho que estamos acostumados. Em time que está ganhando, não se mexe!!! Ahh, mas mexe, sim!!! Mexe para fazer mais gols ora essa, mexe para fortalecer a defesa!

Uma vez me falaram que o medo é a falta de amor próprio. É isso mesmo... Falta de confiança no seu potencial, falta de confiança naquilo que você quer... Será que você quer MESMO mudar de emprego? Tá certo, aqui entra a teoria da Fabi e do Murillo sobre necessidades e prioridades... Talvez você não queira, porque não é prioridade. Mas talvez seja, mas você acha que não é porque você não confia na sua intuição, nos seus desejos, em você...

Eu sei que está confuso, mas é porque é confuso mesmo. É a vida e a vida é assim! 

É por isso que eu chamo a preguiça de auto-sabotamento.

É por isso que eu te sugiro pensar melhor sobre os seus sentimentos, suas vontade e desejos quando a preguiça te abraçar!

Mais especificamente sobre o amor, no segundo texto da Fabi, ela do Murillo, ele* falou uma coisa maravilhosa: 

Quando o amor se tornar prioridade, quando for a vontade suprema, não haverá distância impossível, tempestade monstruosa, furacão, tsunami, terremoto. Quando brilha meu amigo, não tem como escapar. 

Eu só mudaria esse "Quando o amor se tornar prioridade, quando for a vontade suprema...". 

Eu, Karla, diria que: "Quando você encontrar um amor que o encante, quando tocar no seu coração um desejo supremo...". Você vai saber quando isso acontecer, você vai reconhecer e nem vai lembrar que um dia teve preguiça ou medo.

Quando seu coração estiver radiante, bater feliz e você achar que é amor... Quando a paixão te pegar, você tentar escapar e não conseguir (leia cantando), a preguiça vai ser boa, você vai querer ficar a toa e vai lembrar do Chorão e gastar energia SIM.

Até lá, dá tchau pro medo. Enfrenta, não fica pensando muito.
Desperta a criança que está dentro de você, aquela inocente, aventureira... Aquela que via a Eliana dos dedinhos e cantava com ela Xó Preguiça!


* Retificando: o texto "Coitada da preguiça!" é de autoria toda do Murillo.
Fantástico!!!


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Sobre o amor...


O amor, romântico ou amigo, no meu entender: 

É querer bem, 
É querer estar não importa onde com o outro alguém. 
É abdicar de sua vontade vez o outra para ver o outro feliz, 
É sorrir por ver que o outro fez algo que não queria, mas que você quis.
Qualquer um pode dizer que ama,
Mas quem não faz isso de coração somente engana.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Positividade, fé, esperança, crença... Ou o nome que você quiser.



Pouco antes do ano acabar, li uma frase do livro "O Mundo de Sofia" que fez muito sentido para mim:

“Superstição”... que palavra estranha esta! Se a gente acredita no bom Deus, isto se chama “ter fé.” Mas se a gente acredita em astrologia ou na sexta-feira 13, o nome muda para “superstição”!



Fiquei pensando em todas as superstições de ano novo... Na calcinha amarela, nas sete ondas, em subir com o pé direito em uma cadeira, na lentilha, em abraçar alguém do sexo oposto na virada... Pensei ainda nesse “acreditar no bom Deus”... Deus? Javé? Allá? Oxalá? Pensei nas religiões, no catolicismo, espiritismo, judaísmo... Pensei, acima de tudo, no comportamento das pessoas, no que dizem, fazem e pedem “ao Universo”...

No que você acredita? O que te faz se sentir melhor? Qual é a sua atitude? Qual sua religião?

Talvez o que eu fale agora possa soar uma tremenda heresia, mas a realidade é que eu vejo a religião como um rótulo. E atenção, eu disse religião, não fé, não crença, não ensinamentos... Sabem, para mim pouco me importa se você é católico, evangélico, judeu, umbandista, muçulmano ou ateu. Na minha concepção, o que faz diferença mesmo é a sua atitude para com os outros... De que adianta frequentar a igreja e ter preconceito com as pessoas diferentes... Isso é bom para o mundo? De que adianta seguir uma doutrina e não poder ser você, vivendo apenas em função daquilo... Isso te faz bem?

Acredito na teoria da atração, na força da positividade. Que os pensamentos e atitudes positivas atraem coisas boas para a nossa vida e que o contrário ocorre também e sentimentos e pensamentos ruins acabam fazendo com que a vida fique mais cinza, com mais momentos difíceis e sem solução.

Acho que tudo o que nos faz sentir melhor é válido. Que quando você acredita com fé em alguma coisa ela pode acontecer... Talvez não da maneira que você imaginou, mas de uma maneira que vá te trazer alegrias. Confesso que já acordei para baixo muitas vezes e uma frase motivadora no meu horóscopo me fez sentir mais confiante... Da mesma forma que uma palavra da Bíblia lida antes de dormir já melhorou muito meu dia ruim! Um sonho bom, uma vela ou incenso aceso em casa, cada colherada de lentilha ou mergulho no mar no primeiro, segundo, vigésimo ou centésimo dia do ano...

Quando existe fé e esperança, não importa a motivação que você teve para tomar determinada atitude... Se foi religião, superstição, sexto sentido... Dê o nome que você quiser, mas acredite. Acredite e pratique o bem, pois assim a vida fica mais leve, mais fácil! Confie em Deus, em Buda, no horóscopo do dia, na cartomante do bairro, nas forças do Universo, em entidades ou, simplesmente, acredite em você.

Talvez sua vida não esteja como você sempre idealizou, mas de que adianta lamentar? Apegue-se a todas as crenças e acredite, de coração, que o melhor virá... Vendo a vida com mais leveza, provavelmente você a viverá assim e conseguirá perceber que nem tudo é tão ruim quanto parece!

Muitas vezes em orações penso numa música, bem clichê, mas que acredito que fala muito sobre o que precisamos:

Toda positividade eu desejo a você
Pois precisamos disso nos dias de luta
O medo cega os nossos sonhos


Positividade nesse ano que se inicia.
Positividade em todos os dias da sua vida.
Positividade independente da sua religião ou superstição.
Positividade, fé, esperança, crença... Ou o nome que você quiser.

Feliz ano novo!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

GlossyBox Feedbacks - Cosméticos testados (e aprovados?)

Há três meses estou assinando a GlossyBox. Para quem não conhece, é uma caixinha de cosméticos que você recebe em casa pelo valor de R$ 23,00 mensais (a caixa de produtos nacionais). Existem vários pacotes de serviço e você pode cancelar a assinatura quando quiser... Recebi várias coisinhas diferentes e vim aqui contar minha experiência com os produtos.

Caixa 1 - Especial Aniversário GlossyBox Natura


Essa foi a caixinha que me motivou a assinar a Glossy. Uma amiga recebeu, me mostrou e cinco minutos depois eu estava cadastrada! \o/
Todos os produtos eram tamanho natural e se você colocar na ponta do lápis a caixa valia bem mais que os R$ 23,00 pagos. Gosto assim!

Os produtos:

- Caneta delineadora
Sou muito adepta ao delineador, mas não conhecia esse "formato". AMEI! A aplicação é muito mais fácil do que o de pincelzinho e tinha, não borra, não tem que ficar esperando secar... É ótimo. O traço fica super preciso e dura bastante no make. Estou pensando seriamente em trocar meu delineador pra sempre!

- Hidratante iluminador Todo Dia Amora e Amendôas
O cheirinho é ótimo, bem docinho (meio de chocolate) e jovem. A pele fica com uma textura macia e o perfume fixa bastante. A embalagem é ótima apra carregar na bolsa e o iluminador é leve (na real achei que ficou mais na mão do que na perna, mas enfim)... É bom para quem está iniciante nesse lance de brilho, pra mim que sou perua prefiro um brilho melhor... Mas para "Todo Dia" talvez esse seja melhor mesmo. 

- Sabonete íntimo Higea
Também sou adepta ao sabonete íntimo e tava bem afim de conhecer o Higea. Gostei do formato e do material da embalagem, mas o bico dificulta a saída do produto. O cheirinho é bem bom, de bebê, e o produto tem uma refrescância legal, mas ainda prefiro o que eu uso... Não trocaria, mas é uma segunda opção ótima. 

- Águas Jabuticaba
Ainda que de vidro, a embalagem perfeita para viagem! Tem um cheirinho meio doce e meio cítrico, bem fresquinho... parece que você acabou de sair do banho! Além disso, o cheiro dura o dia todo no corpo mesmo sem passar muito. Eu AMEI e compraria MUITO!

Caixa 2 - Dia dos Namorados



Depois da caixa perfect Natura, confesso que minha expectativa estava lá no céu e que rolou uma leve decepção... Daí coloquei os pés no chão e vi que ok, a caixa estava beeeeem legal também. Não tava muito na vibe dia dos namorados, mas nem liguei, visto que não tenho namorado! hahaha

Os produtos: 
  
- Shampoo e Condicionador Tresemmé
Não achei muito digno por se tratarem de amostras grátis (que por sinal estavam vindo em diversas revistas nas bancas), mas como eu estava indo viajar e até estava curiosa para provar, foi bem útil. O cabelo ficou com uma hidratação legal e bem leve... Gostei bastante! Sou mega fresca com shampoo e condicionador, porque meu cabelo tem muita química... Apesar de gostar de testar novidades e de ter gostado de Tresemmé, só troco de marca com o aval de Leninha, minha cabeleireira querida!

- Rexona Efficient - Desodorante para pés
A real é que eu quase não me toquei que era desodorante para os pés e ia fácil usar como desodorante normal! Medo! Fora isso, rola uma pegadinha na embalagem: ela é parecida com o desodorante Rexona, aí eu demorei um pouco para perceber que o aerosol tinha uma tampa (ou seja, tem tanto a pegadinha da marca de pé, como uma pegadinha do Mallandro)... Quanto ao produto em si, eu não sei como se usa (é antes de por o sapato ou depois que tira?) só sei que recomenda-se usar todo dia (coisa que não fiz porque 1. esqueci. 2. era amostra, não ia durar muito)... Mas usei um dia em que cheguei em casa com aquele chulézinho de sapatilha que você usou o dia todo, sabe? E sei que foi bom... refrescante, cheirosinho (inho, não perfumado!)... Acho que eu usaria se soubesse como usar! hahaha

- Creme depilatório Veet
Já conheço, já uso e já gosto! A emoção de conhecer um produto novo não existiu, mas foi beeeem bom "ganhar" um novo! Para quem não conheço, só digo que é bom e que vale a pena... A única ressalva é que não saem toooodo os pelinhos (os meus não, pelo menos)... fica um ou outro perdido para tirar com pinça, sabem? Mas ainda assim é legal.

- Batom Dailus Framboeza
Pra começar não gostei da cor, muito vermelhona. Fora isso, achei que o batom não fica com uma cor uniforme na boca e que borra muito. Sei lá se foi implicância com a cor logo de cara, mas não curti não...

- Loção hidratante Loungerie Velvet Romance
Perfect! Esse sim eu amei e tinha cara de dia dos namorados. O cheirinho de gardênia (seja lá o que for gardênia) é bem sexy... fixa DEMAIS na pele, que fica bem macia. A textura do creme também é bem levinha, fácil de aplicar... Do jeito que eu gosto! Amei muito, compraria FÁCIL e o único ponto negativo é que ninguém que conheço que recebeu a caixa conseguiu travar novamente a embalagem... Loungerie, ajuda nóis e manda um tutorial aí! hahahahaha

Caixa 3 - Caixinha de Julho


Ainda não usei nada, mas vou dar um geral da minha primeira impressão:

- Dove Summer Tone
Já conheço e tava bem atrás de comprar outro, mas não tava achando; logo, curti ganhar! Recomendo o uso, mas atenção: claro que não vai ficar um bronzeado dourado, mas já ajuda a dar uma corzinha. Use com cuidado para não ficar manchado, nem "alaranjado". O que faço normalmente é passar na perna já bronzeada para fortificar a cor, sabem? Perna nunca bronzeia tanto quanto o resto do corpo...

- Esmalte Avon I-ching
Gostei da cor! Esmalte não tem erro. Bom!!!

- Creme depilatório Depi Roll
Fiquei de bode, porque no mês anterior já veio o Veet (numa embalagem bem maior, já que essa é pequena e parece amostra); fora isso cheirei o produto e tem um cheiro forte e ruim. Veet é cheiroso S2!

- Shampoo Clear anti-caspa
Pontos negativos: 1. amostra 2. pelo menos o Tresemmé veio shampoo E condicionador 3. sou fresca com shampoo, já falei, né?
Ponto positivo: não tenho caspa (positivo pra mim, não pro produto)

- Chá Beauty Drink - Beauty in
Tava louca para provar alguma coisa da Beauty in. O "dia-a-dia estressante"  (nome do chá) dá para tomar quente ou gelado e é chá vermelho de maçã, mel e colágeno. Não curto muito chá vermelho, mas como é de maçã, acho que vou gostar... Provavelmente compraria de outro sabor e outros componentes (esse é colágeno - legal -  e ácido fólico - que é a parte que me interessa menos), mas vou ver qual é e conto depois se for bom...

...

Bom, por enquanto isso é tudo. O saldo final até que é positivo!
Vou ver como vão ficar as caixinhas e vou contando as coisas que achar que valem a pena... 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Guerrilha ou parceria sertaneja?

Daí estou eu lá, distraída ouvindo rádio, mas bem pegada no sertanejo. Que os temas das músicas andam parecidos a gente já sabe: primeiro canta o menino que adquiriu um Dogde Ram e, seguido a ele, a dupla detentora do Camaro amarelo... Até aí tudo bem!

O fato é que começa a tocar uma música deveras dançante que me chama a atenção. Alguém foi embora para Madrid, largando alguém num carnaval de Salvador e esse alguém "não pode mais viver sem Salvador"... Num ritmo que meio lembrava o portunhol de Fernando e Sorocaba (curiosamente cantores das romanticas "Madrid" e "Férias em Salvador").

O romance mal resolvido


A sátira



Fui pesquisar. A dupla era Hugo e Tiago. No site, diz que estão lançando também a canção: "Então tó". Que começa numas de "Eu quero tchu, eu quero tchá" (com alguém que chegou na balada doidinho pra biritar e o bicho vai pegar) e o refrão vai num ritmo de "foi foi foi foi foi foi bolo doido!".

O CD "De Madri a Salvador" conta ainda com uma faixa denominada: "Ai Ah se eu te pego"... Musicalmente não tem nada a ver com o hit do verão, mas vai que alguém confundo um i com um h, né? "ahhh se eu te pego, ahh ahh se eu te pego"...

Como a própria dupla canta: Ninguém tem nada com isso, a vida é minha (no caso deles), larga do meu pé; mas confesso que fiquei com uma pulguinha atrás da orelha, viu? É muita coincidência pra uma dupla só, gente!!!

E aí eu pergunto para vocês:
- Seria essa uma provacaçãozinha às outras duplas?
- Seria apenas uma homenagem?
- Tudo aconteceu por um acaso... sem querer mesmo?
- Seria um "marketing de guerrilha" pesado?
- Estaria eu ficando velha e começando a achar que todas as músicas hoje em dia são iguais? (...essa opção eu acho que não!)

... Jogo a bola para quem me lê. Essa história de querer associar todas as movimentações artísticas com questões de marketing e branding já está fundindo a minha cabeça e talvez eu esteja ficando um pouco psicótica...

Mas, só para constar, se agressivo ou não (achei um pouco)... se planejado ou não (duvido MUITÍSSIMO que não tenha sido) eu não sei... mas que Hugo e Tiago mandaram bem na sagacidade, ahhh (ou seria ai?) isso mandaram, viu? Afinal, por que não pegar carona se você já sabe que o caminho é o mesmo que você quer seguir?

terça-feira, 17 de abril de 2012

ki-Recomenda: A Família Addams – O musical


Está em cartaz no Teatro Abril, em São Paulo, o musical A Família Addams com Marisa Orth e Daniel Boaventura. O Brasil é o primeiro país a receber essa montagem além dos EUA (Broadway, baby) e a versão brasileira ficou de primeiríssima!!!

Ok que sou um pouco suspeita, pois amo superproduções, mas para quem não tem o hábito de ir ao teatro ou em musicais, por achar algo muito erudito (oi, Brasil, tá doido?) ou coisa do tipo, esses enredos mais “populares” (anos atrás assisti A Bela e a Fera também... dispensa comentários) são uma ótima pedida e o investimento MUITO vale a pena, você vai se apaixonar!

Voltando especificamente à Família Addams:

- Teatro Abril em si já é lindo, quem não conhece tem mais um motivo para correr e comprar os ingressos... O atendimento também é nota 10, pessoal muito simpático e atencioso (minha amiga estava com a perna quebrada e eles foram uns fofos com ela) 
- Figurinos e maquiagens sensacionais! Efeitos especiais, orquestra e cenário também... Em alguns momentos confesso que eu abstraia da história e ficava pensando: como será que foi feito isso, olha que roupa linda, essa maquiagem deve ter sido difícil de fazer... Gente, que produção fabulosa é essa?!?!
- Trilha sonora viciante... amei tanto uma das músicas finais e que até queria que ela tocasse no meu casamento? rsrsrs to indo longe demais?! (não to achando a música para vocês verem como é realmente legal =/ mas, para quem for assistir, é a cena da Vandinha com o namorado no parque e, depois, dos pais do namorado, me contem se é ou não é fofa!)
- Apesar de ser uma comédia “obscura”, ajuda a refletir sobre o amor e os relacionamentos, não apenas marido e mulher, mas também familiares... bem bacana, poderia até ser emocionante se não fosse tão engraçado. 
- Ok, Marisa Orth, você tá arrasando, toda gostosona, cantando mt etc. etc. mas meu pensamento ao término da peça foi: WHO’S MARISA ORTH?! VANDINHA, SUA LINDA! É sério, meu povo, a atriz que faz a Vandinha (Laura Lobo) é simplesmente fodástica... a voz dessa cidadã, o alcance vocal, a interpretação... sério.... S-É-R-I-O! não sei definir!
- Ahhhh os souvenirs!!!! Tive que sair correndo do teatro para não querer compra tipo... TUDO! Tá tudo lindo: jogo de copos, caderno, xícaras, baralho, chinelo, blusa da Vandinha (!!!!) e o meu preferido: O GUARDA-CHUVAS! Alguém me dá de presente?
- Ri do começo ao fim e sai querendo ver de novo e de novo e de novo... As referências e os trocadilhos são demais; as adaptações para o português ficaram perfeitas (inclusive nas letras das músicas), parece até ter sido escrito originalmente aqui! Trabalhão!
- Por fim, devo dizer que descobri que, talvez, eu seja uma Addams... seria isso bom ou ruim? A descobrir!

Para vocês entrarem um pouquinho no clima, assistam aqui:




Classificação: IMPERDÍVEL!
Aprovado por mim, mamis, papis, Mari, Pri e milhares de expectadores.
Os ingressos estão sendo vendido pela Tickets for fun ou na bilheteria do Teatro Abril. Para saber mais acessem: http://www.afamiliaaddams.com.br/