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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Nosso primeiro biscoito da vovó a gente nunca esquece - Rosquinhas de fubá (receita)



Era uma tarde fria quando, tomada pelo desejo de comer uns biscoitinhos caseiros, eu me aventurei na cozinha... Sejamos sinceros! Esses biscoitinhos simplezinhos não são coisas que a gente faz assim do nada... dá trabalho (e MUITO) e nem é uma receita que rende tanto, mas, mesmo assim, resolvi me aventurar e o resultado foi bem legal!!!

Procurei num livro de receitas da minha mãe... Um livro bem velhinho, mas com receitas bem legais: o biscoitinho de fubá parecia o mais fácil e eu tinha todos os ingredientes em casa! OBA!!!

Qual não foi minha surpresa que, sem me atentar muito à receita, no meio dela percebo que precisaria de um saco de confeitar, porque a massa era bem mole e eu tinha que modelar! Não tinha mais como fugir, lavei bem um saquinho plástico e coloquei a massa lá dentro: agora era só usar toda a minha habilidade para fazer rosquinhas bem bonitinhas... Óbvio que bonitinhas não ficaram, né?

Fiz snapchat de cada processo, mas só salvei algumas imagens. Na época não tinha ainda a ideia de fazer um canal... Mas sério, foi como todo Karla Master Chef: com emoção (já começando pelo improviso do saco de confeitar e essa habilidade louca de modelar)!!!

As rosquinhas ficaram bem gostosas, mas o fato é que dá bastante trabalho para render bem poucas unidades (acho que deu umas 41 rosquinhas). São rosquinhas bem crocantes, mas, por ser de fubá, um pouquinhos secas. Ficam uma delícia com o chá ou café bem quentinho e tem bem gosto de bolachinha da vovó, sabe? 

Vale a pena para mãe que quer saber exatamente que alimento está dando para o filho ou para alguém que quer fazer uma gracinha e impressionar, mas só para matar as lombrigas... Bom! Talvez! Vendo as fotos agora até me deu vontade de comer de novo e, desse jeito, acho que só seu fizer rsrsrs

E parar quem ficou curioso e quiser se aventurar também, confira abaixo a receita! É aquele esquema lá: se eu conseguir fazer, tenho certeza que vocês também conseguem! Mão na massa, pessoal!



Rosquinha de Fubá com Erva Doce

1 xícara de farinha de trigo
1 xícara de fubá
1 xícara de maizena
1 xícara de açúcar
1 pitada de sal
3 ovos
2 colheres bem cheias de manteiga
1 colher de fermento em pó
Erva doce a gosto (a erva doce não faz parte da receita, mas eu coloquei porque amo bolo de fubá com erva doce e achei que na ficaria bom também)

Modo de fazer: Amassar bem todos os ingredientes e fazer as rosquinha. 
Forno regular (faço tudo sempre a 180 graus), assadeira untada. 
Depois de assado, passar a faca para soltar enquanto ainda estiver quente.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Comprados (e aprovados) nos EUA

Parte das minhas compras... Essa pipoca Smartfood é demais!
Tem gosto de pipoca de verdade e o saco era enorme!!!

Outubro de 2015. Alta do dólar. Sim, ele estava mais de R$ 4,00 e eu estava com a viagem já marcada para os Estados Unidos. A solução? Viver a base de comidinhas e guloseimas do Walmart. 

Foi chegar em Orlando e partir fazer compras: não, não foram os outlets, a missão era comprar nossos jantares e também as comidinhas para levar nos parques. Tentamos não chutar o balde, afinal eram 15 dias, então variamos bem nas comidinhas.

Visto que eu não tinha ideia do que era bom ou não e, óbvio, considerando o dólar nas alturas, as escolhas foram feitas à base da carinha do produto e do preço. Para ajudar vocês, vou dar algumas dicas das coisas que mais gostei!



Vibes saudáveis

Comprei muita coisa no Walmart, mas a dica para quem quer comer coisas mais fresquinhas é passar nPublix. Das coisas que comprei, poucas foram lá, mas fica essa dica para ficar de olho também, até porque, algumas coisas estavam mais baratas lá do que no Walmart!


Tortillas - Old El Paso

Comprei algumas tortillas para fazer wraps e levar de lanche no parque. Comprei também uns queijinhos processados e mostarda dijon. 

Não lembro as marcas, mas a mostarda parecia com essa e era deliciosa (forte, mas eu gosto... aliás, prefiro mostarda à catchup) e o queijo era desse tipo, sabe? Impressionada como estava muito mais barato lá. 



Queijo light - Babybel

Os queijos mini da Babybel não são exatamente uma novidade, mas acontece que aqui são bem mais caros (ao contrário de lá, claro). Era um baita socorro na hora que dava vontade de comer uma proteína, sabe? hahahaha parece aquele povo de academia falando, mas é sério... Tem hora que só bolacha ou salgadinho assim não rola. Esse queijo era A salvação! Arriscaria dizer que foi uma das melhores aquisições!

Pêssego em pedaços - Dole

Eu queria soluções práticas para levar nos parques e uma fruta pode não ser assim tão fácil (e na verdade não como tanto assim). 

Achei essa solução interessante e tinha várias frutinhas já prontas e picadas em potinhos assim, escolhi pêssego pois achei o menos arriscado, afinal pareceria pêssego em calda se nada desse certo.

No fim das contas acabou vazando o suco da embalagem um dia que levei... Acabei deixando como opção para o café da manhã e comia no hotel mesmo! rsrs

Mini cenouras e salsão, molho ranch e uvinhas - Foodles Disney Garden

Adorei isso aqui!!! É uma embalagem que já vem com vegetais e um molho e frutas. Escolhi esse trio, mas tinha outras opções como cenourinha, queijo e pretzel ou maçã, queijo e uva... 

Não tem desculpa para não comer saudável e essas embalagens de personagens Disney já ajudam a entrar no clima e fazer a criançada se interessar, né? 

Inspirada nesse kit comprei também uma bandejinha de tomate cereja. Era minha salada e eu levava nos parques... Comia como se fosse amendoim (que aliás também comi MUITO) e só alegria.


Comida congelada


Torta de frango congelada - Marie Callender's

Essa torta me ganhou pela carinha da embalagem... nem era lá um item tão barato, mas parecia valer a pena... E valia! 

Eu achei bem gostosa e tinha um bom tamanho. Tem vários sabores, mas fiquei só nessa mesmo, porque ainda preferia comida mesmo, mas para quem gosta de uma besteira mais cheia de conteúdo é uma ótima opção.


Arroz com frango agridoce - Michelina's

Porque sim! Dá para comer arroz fora do Brasil!!! Esse frango agridoce foi uma boa escolha, ele era bem gostoso, mas o problema é que essa marca de congelado vem BEM POUCA comida!!! 

Comprei vários pratos diferentes porque, se por uma lado vem pouco, por outro, era a marca mais barata. E não fosse o fato de vir pouquinho, num geral era tudo gostosinho. 

Só vale a pena se você não come muito, ou se incrementar com outras coisas ou comprar se comprar vários... é... na verdade, não vale tanto, mas tem umas receitas bacanas que enganavam bem o estômago!

Frango, purê de batata e milho cozido - Banquet

A Banquet é outra marca bem baratinha, mas, diferente da Michelina's, ela vem uma quantidade milhões de vezes mais amigável de comida e esse prato foi um dos meus preferidos. Tinha um peixe empanado também bem gostoso, mas meu preferido sem dúvidas foi esse! Entre todos os outros, aliás!


Guloseimas


Pop Tarts Cookies & Creme - Kellogg's

Foi a primeira guloseima que eu vi e já quis: bolacha, com bolacha, com recheio e cobertura! Tinha vários sabores e eu escolhi esse aí, porque parecia um Oreo mais gostoso e cremosinho. 

Não era tão maravilhosos quanto eu imaginei, o recheio não é tanto e o sabor mediano, ainda assim eu gostei, pois era uma bolacha mais molinha e ai lembrava mesmo uma torta.

Experimente, mas não se empolgue tanto com a embalagem como eu fiz!


Tortas de Aveia com Creme - Little Debbie

Quando vi essas bolachas de aveia recheadas de creme logo pensei num Chocopie, mas com gostinho de bolacha de vó... 

Passou longe do Chocopie, mas sem dúvidas o gosto de caseirinho existia. Não sei exatamente quais condimentos iam na massa, alguma coisa que lembrava canela, sei lá, mas bem gostoso. Sinto falta!



Pretzels Delights com Chocolate Amargo e 
Pretzels em pedaços Mostarda, Mel e Cebola - Snyder's

Os pretzels de chocolate são bem gostosos e não são muito doces. Como o pretzel em si é um pouquinho salgado e o chocolate é amargo, fica uma mistura suave de sabores. 

O pretzel em pedaços, por outro lado, de suave não tem nada! O sabor é bem forte e agridoce, chama bem para o gosto da cebola, mas tem o doce do mel. Eu realmente não sei definir o gosto: exótico foi o veredito que chegamos aqui em casa! Mas um exótico bom! No entanto, se fosse comprar de novo, acho que escolheria outro dos diversos sabores (aliás... buffalo wing deveria ter sido a escolha olhando melhor agora).





Bolacha Milano Dark Chocolate - Pepperidge Farm

Apenas gostaria que alguém tivesse me falado dela antes... Não compre lá. Comprei aqui!

Todas as explicações nesse link.




Menções Honrosas: 

Bolacha Belvita Cranberry Orange - Nabisco
Bolacha Oreo Brownie Batter e Limão - Nabisco

Tá bom, eu sei que Belvita e Oreo todo mundo já conhece, mas, por favor, POR FAVOR, experimentem esses sabores! 

O Belvita é muito leve e muito gostoso, tem o azedinho da laranja e do cranberry e é a Belvita que todo mundo já sabe que é boa... Já as Oreos... Bom, chocolate cremoso não tem como dar errado, né? A de brownie é assim. Limão sou suspeita já que amo tudo de limão, mas o fato é que amei!  

Lembrar dessas bolachas me dá um grande pesar de pensar que não tem esses sabores no Brasil! Alô, Belvita! Alô, Oreo! A gente gosta de coisa diferente também!!!

Ah! E uma curiosidade... Como fui em outubro, época de Halloween, tinha também uma Oreo de Abóbora Picante (e canela, pelo que parecia na embalagem) que me deixou bem curiosa... Não tive coragem de comprar, mesmo porque já tinha comprado esse mundo de coisas, mas alguém aí já comeu?!?!


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E aí? Gostaram das dicas?

Confesso que no fim acabei comprando muito mais coisas do que precisava... tanto por curiosidade, quanto por olho gordo mesmo, mas no fim essa compra toda saiu muito mais barata do que se eu tivesse comido fora todos os dias e, de quebra ainda reforçou e agilizou o café da manhã de todo o dia. 

E como se não bastassem tantas vantagens, várias da guloseimas eu ainda trouxe um monte de coisa para casa... Até porque, lembrancinha que se come é o melhor tipo de souvenir, não é mesmo? 

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Camphill Worldwide - Programa de Voluntariado Internacional


Contei lá no canal do youtube sobre o livro que eu e minhas amigas demos para a Pri que foi morar na Irlanda, mas, como o programa que ela está participando é bem interessante, resolvi compartilhar aqui com vocês um pouquinho sobre ele também.

A Pri é formada em psicologia e, depois da faculdade, ela resolveu que queria ter uma experiência diferente e descobriu na internet um programa de trabalho voluntário internacional chamado Camphill, onde as pessoas se candidatam para trabalhar em comunidades de pessoas deficientes ao redor do mundo.

O programa é aberto para todas as pessoas, ou seja, não é necessário ter uma formação como a dela (que no caso foi um plus que veio MUITO a calhar), e eles têm campus não só na Irlanda, mas também na Inglaterra, Estados Unidos, Canadá, África do Sul, Índia, França, Alemanha e mais uma porção de lugares.

Vou contar o que a Pri nos contou do programa dela, na cidade de Callan, não sei se é igual em todas as unidades: o Camphill são comunidades que abrigam pessoas com necessidades especiais (esquizofrênicos, autistas, pessoas com down, cadeirantes etc.); essas pessoas moram em casas nessas comunidades e e, junto com eles, moram os voluntários de todo o mundo que ajudam no cuidado dos internos, nas oficinas realizadas e na manutenção da casa. No Camphill de Callan a Pri vai lidar com adultos, mas existem também comunidades para crianças e idosos.  

O voluntário mora na comunidade, portanto não existe despesa de hospedagem ou alimentação. Além disso, pelo menos no caso da Pri, vai rolar uma ajuda de custo de 50 libras por mês. É bem pouco, mas já ajuda para comprar alguma coisa ou sair num dia de folga: eles têm 1 folga por semana e o programa tem no mínimo 9 meses.

Quem se interessar, pode acessar o site do programa e escolher qual a região que acha mais interessante atuar: http://camphill.net/ 

Ah, é claro, existe todo um formulário e entrevista de admissão antes de realmente poder integrar o Camphill, mas aparentemente não é nada mais complicado do que qualquer outro intercâmbio. 

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Roteiro de 4 dias (e meio) em Foz do Iguaçu

Há pouco mais de um ano fui com meus pais e meu avô para Foz do Iguaçu. Meu pai já tinha falado várias vezes que queria conhecer lá e eu nunca dei muita atenção, mas quer saber?! Me surpreendi!!!

Paisagens incríveis, comidas deliciosas, compras e mais compras. A cidade em si é bem pequena, mas as opções turísticas são muitas. Em quatro dias (e meio) conhecemos tudo e, por isso, resolvi fazer um roteirinho para vocês.

Ficamos no Villa Iguaçu Palace Hotel que fica bem no centro da cidade. Ele é simples, mas bastante confortável e os atendentes muito atenciosos. O café da manhã também é simples, mas muito gostoso. Tratei tudo com o Miguel, um senhor extremamente simpático que, na verdade, foi quem montou meu roteiro e contratou a van de excursões. Infelizmente ele não está mais no hotel, mas o guia já vai ajudar vocês a entender mais ou menos como ele montou tudo pra mim.

Ah! E, sim, fizemos tudo com a van, pois como eram poucos dias e muitos lugares para visitar achamos melhor, mas o bacana é que, como eles levam várias pessoas mas em horários diferentes, às vezes a van e o guia ficavam só com a minha família mesmo, sabe? Valeu bem a pena!

Chegamos lá uma quinta-feira de manhã e fomos embora no domingo após o almoço. Confiram o roteiro!

Dia 1. Templo Budista + Usina de Itaipu

Chegamos de viagem e uma van já nos aguardava para nos levar ao hotel. Deixamos as malas e comemos alguma coisa. Outra van já nos esperava para nos levar ao templo budista e de lá Itaipu.

O templo é maravilhoso. Uma sensação de paz indescritível e, ao mesmo tempo, a grandiosidade impressiona. Sério! Essas estátuas têm muitos detalhes e são ENORMES. Não chegamos a entrar no templo, pois, na verdade, não iniciamos o tour exatamente de manhã (nosso vôo atrasou muito e as visitas de Itaipu são com hora marcada), mas o fato é que só esse passeio no lado externo do templo já me deixaram completamente encantada.



Antes da viagem compramos nesse site os ingressos para a visita à Itaipu, que é a maior usina hidrelétrica do mundo. Marcamos nossa entrada para as 15h30 e existem vários tipos de visitas, mas a mais básica é a vista panorâmica, que foi a que escolhemos e dá direto à entrada na usina e a uma visita aos reservatórios e estruturas em um passeio feito em um ônibus de dois andares. O ponto final é no Porto Kattamaram, onde tem um barzinho e de onde saem os catamarãs para um passeio pelo rio. 

Ficamos no bar mesmo tomando um lanche (o preço não é muito convidativo, mas não tinha outro jeito, já que não comemos muito antes) e apreciando o entardecer. Foi lindo! 




De volta ao hotel, jantamos em um barzinho lá perto. Nada de mais, só o que era mais prático...


Dia 2. Compras no Paraguai + Bar Jardim da Cerveja

A van nos buscou cedo no hotel e lá fomos nós para o Paraguai. Meu Deus do Céu que loucura!!! Imaginem uma 25 de Março gigante. Sim, é assim o Paraguai. São diversas lojas e galerias. A mais famosa é a Monalisa que tem diversos andares, cada um especializado num tipo de produto e tem mais cara de shopping ou loja mais arrumadinha (não é a muvuca das ruas).

Não comprei tanto na realidade. Comprei duas bolsas Chenson que eram lindas e estavam mais baratas do que as que vi no Brasil (e na verdade nem comprei pela marca, que nem é famosa, mas pelos modelos), body splash e perfume da Victoria Secrets, acelerador de bronzeamento da Australian Gold que eu amo, perfume... Sei lá! Nada de mais! Pensei em comprar um celular, mas tive medo de ter problemas por ser de lá e desisti. 

Na volta fomos comer num bar mais ou menos perto do hotel. Ele chamou nossa atenção por estar escrito: A melhor picanha na pedra da terra das cataratas. A curiosidade bateu e lá fomos nós! Se é a melhor picanha na pedra eu não sei, mas que é MARAVILHOSA sem dúvidas é. 

Acompanhava mandioca frita, uns molhinhos bem bons e vinha esse monte de alho frito. Peguei uma foto do facebook, porque eu particularmente não tirei: estava preocupada mesmo em comer!!! (e sim, a foto lembra muito a realidade).


Dia 3. Cataratas + Parque das Aves + Museu de Cera + Marco das 3 Fronteiras

O terceiro dia foi de visitar tudo e mais um pouco. A verdade é que é tudo bem perto:  parque das aves fica do outro lado da rua da entrada das cataratas e o museu de cera pouco depois dali. Existe a opção de ir no Vale dos Dinossauros também, que é no espaço ao lado do museu. Não fomos, mas para crianças deve ser bem legal.

Sobre a primeira parada tudo o que posso dizer é que é muito linda a vista das cataratas!!! Eu fiquei um pouco embasbacada olhando tudo aquilo, era muito emocionante e grandioso e bonito; é impressionante o poder das águas e isso porque nem fomos num dia de cheia. 

Compramos os ingressos antes de irmos também: aqui. O passeio básico é com o ônibus de dois andares também, mas, uma vez dentro do parque das cataratas você pode optar por várias atividades (muitas delas pagas), como trilhas e passeios de barco. Esse passeio de barco, aliás, é para passar meio que embaixo da catarata... bem perto da queda d'água. Loucura!!! Uma amiga minha foi no ano anterior ao nosso e levou a filha pequena dela... A pequena ficou em choque, mas a mãe disse que é bem divertido! Sei lá se eu teria coragem, nós novamente ficamos apenas com o pacote básico e já foi bem legal!

É interessante pois, dentro do parque há diversos quatis e muitas borboletas e eles vêm até nós sem medo. Sério! Do nada as borboletas pousam e ficam em você, é muito bonitinho. E os quatis também... Você está lá tranquilo comendo um lanche e, de repente, pula um em cima da mesa. Eles são dóceis, mas não é recomendado ficar mexendo neles!

Olha a borboleta bem de boa aqui na
minha câmera! Nem se abalou comigo!

Um quati abusado subiu na mesa e queria
pegar a bolsa da mulher hahahaha
ri muito, mas se fosse comigo
tava desesperada! Certeza!



Saindo de lá atravessamos a rua rumo ao Parque das Aves. Os ingressos são comprados na porta mesmo. O Parque das Aves é como um zoológico, mas, como deve dar para perceber pelo nome, apenas com aves! Tem diversas espécies diferentes e o mais legal é que podemos entrar dentro da "gaiola" de algumas delas e vê-las beeeeem de pertinho!

Tem flamingo que eu amo, araras que eu amo também e que é um dos casos que ela fica solta passando por você, tem esse tucano diferente (e o normal também) hahahaha ele estava solto e aí fizemos uma selfie com ele, mas sim, eu estava com medo de ele voar em mim!




Fiquei tão encantada com tudo que, na verdade, perdemos um pouco a hora e o fim do trajeto a gente teve que fazer meio correndo, então nem deu para aproveitar tão bem. O motorista já estava nos esperando para seguirmos dali para o Museu de Cera, que era cerca de 10 minutos dali de carro.

O ingresso para o museu também é comprado no local... Nunca fui no Madame Tussauds, mas imagino que seja bem semelhante, só que, claro, com muito mais personagens e riqueza de detalhes.  Tem vários ambientes e você fica lá fazendo umas gracinhas e interagindo com as estátuas dos famosos. É bem engraçado e acho que meus pais se divertiram muito! Mesmo meu avô ficava impressionado com aquilo tudo e eu também achei bem legal! Valeu a visita!



Acho fofinho o Papa João Paulo II
Tom Cruise ou Leo Di Caprio?!
Calma meninos, tem Karla para os dois!

Como já falei aqui em cima, lá no espaço do Museu de Cera tinha também o Vale dos Dinossauros. Mas o dia já tinha sido muito longo! Antes de voltarmos para o hotel, o motoristas ainda nos levou para visitar o Marco das 3 Fronteiras do lado brasileiro. É como se fosse uma praça e você olha de um mirante e de um lado está a Argentina e do outro o Paraguai. Em cada um deles tem um marco como esse da foto, nas cores do país correspondente e dali você vê o encontro dos rios Paraná e Iguaçu. Tem uma lojinha de souvenir também, onde a gente comprou um postal que mostrava o que era cada coisa para poder lembrar rsrs. Não é nada de mais esse passeio, mas como era caminho foi interessante poder ver como tudo é bem pertinho. 



Voltamos para o hotel super cansados e pedimos uma pizza por lá. Não lembro o nome da pizzaria, mas era MUITO boa! A massa era bem fininha e ela era (ou pelo menos parecia) enorme e bem levinha! Eu, que nem gosto tanto assim de pizza, amei!!! O pessoal do hotel que recomendou, então se alguém seguir a dica aqui e se hospedar nele, peçam uma indicação que pode valer bastante a pena!


Dia 4. Tour pela Argentina: Façam de dia!!! 

Enquanto estava combinando o roteiro com o Miguel, antes de ir viajar mesmo, ele me sugeriu ir a noite para a Argentina, assim poderíamos ir no Duty Free, jantar e conhecer o Bar do Gelo. Ok, tudo isso me parecia muito legal (e realmente foi), mas eu iria viajar com a família e já tinha lido que as cataratas do lado argentino eram muito mais bonitas... Ou seja: Nada disso!!! Vamos para a Puerto Iguazu de dia, Miguel, veja esse passeio aí para mim!

As cataratas foram a primeira parada em solo argentino. A verdade é que eu não estava levando muita fé de que realmente a catarata do lado argentino ia ser mesmo mais bonita, mesmo porque, o que os sites falavam era que a estrutura do parque lá era muito mais rústica. E de fato é! Achei meio bagunçado o acesso lá, as informações meio desencontradas. A principal queda d'água é a Garganta do Diabo (essa que vocês TEM que ver), mas existem outras lá... Demos sorte de ir no caminho certo rumo a ela, pois a sinalização não era muito boa.

O ideal é chegar bem cedo, pois do parque em si até local que vai à Garganta do Diabo tem que pegar um trenzinho que lota e demora demais. É possível ir andando também. É uma bela caminhadinha, mas vai bem mais rápido: foi o que fizemos! E, se do lado brasileiro já tinha um monte de borboletas lindas, do lado argentino então elas se multiplicam em quantidade e doçura. Durante toda a caminhada encontrávamos várias e elas pousavam na gente numa boa. Uma delas, inclusive, eu quase trouxe de presente pra mim: olha que amor!


Quando pensamos que havíamos chegado... SURPRESA!!! Descobrimos que ainda existia uma (longa) trilha até chegar à Garganta do Diabo... É uma trilha rústica, algumas partes dão até um pouquinho de medo, pois são pontes com uma aparência bem frágil em cima daquele rio enorme... Respira fundo e vai!!! Vai valer a pena, eu juro!!! Para se distrair, no caminho ainda tem mais um monte de borboletas e algumas aves soltas... Leve uma garrafinha de água para aguentar a caminhada e, se você tiver achado dispensável a capa de chuva na catarata, te aconselho a reconsiderar antes de chegar à Garganta.


O tal trenzinho que a gente devia
ter pego, mas que tinha filas e filas
Caminhada até a Garganta do Diabo. Imagina esse
rio correndo forte e a ponte meio molhada! Medo!


Se eu fiquei já meio embasbacada do lado brasileiro, quando cheguei na Garganta do Diabo eu fiquei foi sem palavras!!! Acho que foi a coisa mais bonita que já vi em toda minha vida... Eu estava atônita com tanta beleza, queria fotografar mas não conseguia, pois a lente da câmera foi ficando toda molhada e eu também já não enxergava direto com a água batendo forte no meu olho! 

Olhava de um lado e já via uma queda impressionante, do outro, a Garganta do Diabo em si que forma essa queda ainda maior! Era um misto de gratidão à Deus pela maravilha que ele tinha produzido e de poder estar presenciando aquilo tudo e medo daquela plataforma tão abarrotada de gente sobre aquela queda d'água tão poderosa (que, aliás, ainda me pergunto como foi construída). O que dá para ver nas fotos não é nem 10% do que é na real... É sério! Um dos melhores passeios que já fiz na vida! Extremamente maravilhoso!!! 





Depois de outra longa caminhada para voltar da Garganta do Diabo, comemos ali algumas empanadas (claro, né? na Argentina não pode faltar) e caminhamos de volta ao parque. Só deu tempo de vermos isso, pois o motorista logo ia chegar para nos levar para continuar nosso dia em Puerto Iguazu.

Saímos do parque e fomos ao Ice Bar A princípio estava achando bem chata a ideia de ter que pagar para entrar no bar (odeio isso de pagar para entrar), mas depois entendi: era open bar!!! EBA!!! Pois é, você paga a entrada e tem direito a ficar 30 minutos, se não me engano, lá dentro. É um número limitado de pessoas que entram e ficam lá bebendo à vontade (tem drinks sem álcool também) e tirando várias fotos. Eles não recomendam que você entre com sua câmera, pois têm fotógrafos do local e a baixa temperatura pode danificar a máquina também. Entrei com a câmera velhinha e compramos uma foto do fotógrafo oficial também que no fim nem era tão cara. Lá, antes de entrar, eles dão um casacão e luvas, mas você tem que ir de calça, porque é realmente bem frio. Foi um passeio MUITO divertido, os drinks eram bem bons e a decoração em gelo bem bonita. Ir lá a noite, como sugeriu o Miguel, mas com uma turma de amigos depois do jantar para fazer um esquenta pré-balada deve ser bem bacana também! Fica a dica para quem for fazer o passeio mais tarde.





Depois de andar a vida e beber uns bons drinks estávamos era mortos de fome! Partimos para a feirinha de Iguazu para almoçar e fazer comprinhas... Como o turismo lá é mais forte a noite, tinha pouco coisa aberta, mas deu para passear. Comemos um porção de bife de chorizo que estava M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O e compramos molho chimichurri, doce de leite e UM MONTE de azeitona recheada.

Essas azeitonas foram dicas de uma amiga da minha mãe que tem amigos em Foz e sempre que vai compra. Gente, sério! TEM QUE PROVAR!!! Elas são recheadas com pimentão, palmito, amêndoas etc. e, como ficam em conserva em azeite de oliva, ficam super macias e deliciosas. Quase todas as barraquinhas têm essas azeitonas (e o molho e tudo mais), então vale a pena passar em cada uma e fazer uma pesquisinha de preços. O azeite de lá dizem que tem uma qualidade muito boa também e os molhos e doces vêm em umas embalagens gigantes!!! Se tiver espaço na mala, dá para trazer e fazer um belíssimo estoque, porque o preço não é tão caro.

Devidamente alimentados, mais compras: Duty Free Shop Puerto Iguazu! E o que dizer dele?!?! Versão consumista do fiquei embasbacada! Que lugar enorme e tão cheio de lojas e opções e promoções. Acho que se eu já não tivesse comprado várias coisas no Paraguai poderia pirar aqui. Tem muitas marcas, mas está tudo mais ou menos setorizado: roupas, perfumes, infantil, doces... Não sei precisar se o preço estava melhor do que no Paraguai, de algumas coisas acredito que sim, mas nossa! Sério... Se não estivéssemos tão cansados de todo o dia teria sido uma grande perdição! As pessoas ficam tão enlouquecidas quanto no Paraguai, com a diferença de que aí é tudo mais organizadinho. 

Peguei uma foto da internet para terem ideia de como era lá dentro... Muito, muito grande... compras e mais compras! 



Já era noite quando voltamos ao hotel... Comemos ali perto um PF simples, mas honesto, estávamos mortos! Que dia!!! Valeu muito a pena escolher passar todo o dia na Argentina. Recomendo demais!!!

O terror da noite era arrumar a mala cheia de compras! Fácil não foi!

Dia 5. Uma passadinha na Mesquita Muçulmana antes do tchau tchau

Nosso voo de volta a São Paulo estava marcado para a hora do almoço, então, depois de um belo café da manhã, pegamos nossas malas e, antes de ir para o aeroporto, o motorista ainda nos levou para um último passeio: a Mesquita Omar Ibn Al-Khatab.

Embora a gente tenha levado lenços para seguir a tradição muçulmana, eles nos emprestaram os lenços próprios lá e foi legal poder conhecer um pouquinho por dentro e por fora da mesquita.







A caminho do aeroporto ainda havia uma loja de artesanato, lembrancinhas e chocolates. Já havíamos visto na chegada a cidade e ela parecia bem grande e interessante. Paramos, mas não tinha nada de mais (além de ser cara)... Ok, valeu para conhecer mais um lugar e nos despedirmos de vez de Foz.   

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O que achei mais interessante dessa viagem foi a diversidade de experiências: compras, conhecer uma mesquita e um templo budista, uma usina hidrelétrica e ter contato com a natureza. Além disso, guardei na lembrança muitas imagens impressionantes que as fotografias não deram conta de registrar: a imensidão das estátuas do templo, as araras voando bem do meu ladinho, a beleza da Garganta do Diabo, as comidas que já me deixam com água na boca só de lembrar e aquele mar de gente doida e perdida em meio a tantas promoções...

Foz do Iguaçu foi muito além das minhas expectativas e, se antes meio que torcia o nariz para esse roteiro, hoje eu indico empolgadamente para todo mundo. Não é um lugar que penso em voltar em breve, pois, como já falei, é bastante pequeno e conseguimos ver praticamente tudo que tinha para ser visto, mas, sem dúvidas é um local que penso em levar meus filhos, por exemplo. E, para quem for visitar, lembra de mim e me traz umas azeitonas recheadas, vai?!?! Sempre que lembro delas quero voltar imediatamente!!!

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Aula de francês com refugiados em São Paulo



Contei no meu vídeo do youtube sobre as aulas de francês que estou fazendo e agora estou aproveitando para vir aqui para contar um pouco mais sobre a instituição onde estou estudando.

As aulas são no BibliASPA, que é um centro de pesquisa dos países da América do Sul, África e Árabes. Ele fica localizado próximo ao metrô Marechal Deodoro e, além de dar aulas de português e apoio para os refugiados que vêm para o Brasil, eles dão cursos de línguas para brasileiros com um valor bem mais em conta. 

Tem aulas de inglês, espanhol, francês e língua árabe e, como eles dão apoio aos refugiados, eles também precisam de doações e voluntários quando participam de eventos, por exemplo, então vale a pena entrar em contato com eles também para saber como ajudar.

O site é o: https://bibliaspa.org/ e eles têm página no facebook também para saber mais sobre o trabalho ou ficar por dentro das datas dos cursos.

E só falando mais um pouco sobre minha experiência lá:

Pelo menos na aula de francês com o professor marroquino Yougue, está sendo bem legal porque, como ele não fala muito português também, ele foca em falar tudo em francês só que devagar e aí, assim, a gente vai se adaptando com a língua. É puxado, a cabeça até dói no fim de cada aula, mas vale a pena. Às vezes ele fala um monte e eu só entendo uma ou outra palavra, mas não é que, por incrível que pareça, dá para captar a mensagem?

Acho que isso se dá muito pelo fato de tanto português quanto francês serem línguas latinas, então têm algumas semelhanças e, se por um lado isso ajuda, por outro atrapalha um pouco, porque rola uma confusão de como pronunciar as palavras (confundo com espanhol também).

Como falei no vídeo, estou focando mais em conversação mesmo e é bom isso de fazer com alguém nativo, porque ele dá várias dicas de pronúncia. Além disso, nas minhas aulas estou tendo um pouco de cultura árabe também, então aprendo sobre o Marrocos e, a partir das curiosidades que o professor conta do país dele, a gente aprende vocabulário também.

Legal, né?